Atos no Dia da Independência estão sendo convocados em várias capitais do país para demonstrar apoio ao governo federal
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| Foto: Rafaela Felicciano |
Na manhã
desta quinta-feira (26/8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante entrevista à rádio
Jornal Pernambuco, voltou a afirmar a intenção de participar de atos no 7 de
setembro, na comemoração da Independência do Brasil. Há previsão de que o chefe
do Executivo participe dos movimentos pela manhã, em Brasília, e pela tarde, em
São Paulo.
“Acredito que esse movimento
do dia 7, como todos os outros feitos por pessoas simpáticas ao nosso governo
ou simpáticos àquilo que nós defendemos são movimentos extremamente pacíficos,
você não acha um papel no chão”, argumenta Bolsonaro.
Na mesma data, Bolsonaro
deve participar de ato alusivo à Independência do Brasil, no Palácio da
Alvorada, que deve ser reduzido e sem público. Em razão da pandemia, o
tradicional desfile de 7 de setembro foi suspenso. Em seu
lugar, deve ocorrer uma cerimônia na residência oficial da Presidência da
República, tal qual aconteceu em 2020, com a presença de poucas
autoridades. “Nós
faremos uma solenidade às 8h da manhã aqui no Alvorada, hasteamento de bandeira
e às 10h da manhã está previsto eu ir pra Esplanada conversar com a população.
Não vou falar muito, vou ser bastante breve”, explica Bolsonaro sobre a agenda
para o dia 7. Segundo ele, a chegada na
avenida Paulista deve ocorrer por volta das 15h30. “Aí, sim, um pronunciamento
mais demorado. Falar com a população e também demonstrar para o mundo o quanto
o governo está preocupado com o seu futuro. É um movimento popular, devemos
entender como normal. Quem não quiser apoiar, é direito dele. Agora ser contra
um movimento popular, não dá para apoiar isso aí”, finaliza o chefe do
Executivo.
Protestos contra e a favor Além
dos atos pró-Bolsonaro, no Dia da Independência do país, organizadores do
movimento Fora Bolsonaro decidiram
que haverá manifestação de rua no dia 7 de setembro. A data é conhecida pelos
desfiles militares, mas também pelo Grito dos Excluídos, tradicional
manifestação promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Também
estão previstos protestos contra
o presidente nos dias 11 e 18 de agosto, Dia do Estudante e Dia do Servidor
Público, respectivamente.
Na
entrevista, Bolsonaro diz que respeita os movimentos, sejam eles simpáticos ou
não ao que o governo federal acredita, mas destaca que os contrários são
baderneiros.
“Nós não destruímos patrimônio alheio. O outro lado quando
vai pra esses movimentos, como os antifas, movimentos do MST, com bandeiras
vermelhas de foice e martelo, depredam agências bancárias. Tocam fogo em pneus
na rua, atiram pedras em policiais. Nós não fazemos isso, não fizemos e não
faremos isso. Reconheço a liberdade que o povo tem pra se manifestar, contra ou
a favor, devemos respeitar a opinião pública”, salienta.
(Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br
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