Lira voltou a dizer que o ideal é que o sistema de auditagem das urnas, que hoje é feito em cerca de 100 delas, seja elevado de 1 mil a 2 mil
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Minutos após a derrota da Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) que permitia o retorno do voto impresso, o
presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), insistiu em mudanças no sistema de
votação e defendeu que os poderes se unam para encontrar uma alternativa.
“É importante que haja bom senso, de
agora em diante, por parte do Poder Executivo, por parte do Poder Judiciário,
para que todos nós possamos nos sentar e escolher uma maneira racional, clara e
objetiva de aumentarmos a transparência e a auditagem, as dúvidas que por acaso
possam pairar ainda sobre o sistema eleitoral, da forma como se conduz, dúvida
de alguns brasileiros, de muitos brasileiros, que tem que ser respeitados”,
afirmou.
O texto não obteve o mínimo de votos
necessários para ser aprovado – era preciso obter 308 votos, mas apenas 229 se
manifestaram favoravelmente ao texto, enquanto 218 votaram contra e houve uma
abstenção.
Para Lira, o plenário da Câmara dos
Deputados deu sua palavra final sobre o assunto e não deve voltar a discutir o
tema. “Ao final, o resultado da PEC não alcançou o quórum específico para sua
aprovação. Ela vai ao arquivo e, com respeito à Câmara dos Deputados, esse
assunto está, neste ano, com esse viés de condicionalidade, encerrado. Não
teríamos tempo nem espaço para iniciarmos nova discussão”, acrescentou.
O presidente da Câmara disse que vai
procurar os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o presidente do
Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para encontrar uma “saída” para aumentar
ainda mais a transparência das urnas. “Essas conversas devem acontecer e eu
espero que aconteçam rapidamente”, afirmou.
Lira voltou a dizer que o ideal é que
o sistema de auditagem das urnas, que hoje é feito em cerca de 100 delas, seja
elevado para 1 mil a 2 mil, com outras instituições participando, como
Exército, ITA e fundações. Para ele, é hora de a Câmara se dedicar a outros
assuntos mais importantes da pauta.
“Nossa obrigação agora é sentarmos
todos à mesa, sem vencidos ou vencedores, cumprirmos cada um seu papel
constitucional, com autocontenção dos poderes, e que esse assunto possa ser
tratado com mais parcimônia e menos polarização. É o que espero daqui para
frente, com, mais uma vez repito, um resultado soberano, democrático, altivo,
não de uma comissão que não era terminativa, mas do plenário da Câmara dos
Deputados.”
Lira disse esperar que o presidente
Jair Bolsonaro aceite o resultado da votação em plenário. “Nesse momento, nossa
mensagem é de saber reconhecer os resultados quando eles são favoráveis e
quando são contrários. É da democracia. Não acredito que haja outro
comportamento por parte do presidente Bolsonaro. Como eu disse, ele disse que
respeitaria, e eu acredito, o resultado do plenário da Câmara dos Deputados”,
afirmou. “Foi um dia muito difícil no aspecto das conversas e articulações para
que a votação transcorresse com altivez e tranquilidade”, afirmou.
O presidente da Câmara reiterou que o
voto impresso não é um tema que precisa de “vencidos e vencedores”. “Todos os
deputados que votaram hoje aqui foram eleitos pela urna eletrônica.”
(J.Br)
www.jornalaguaslindas.com.br
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