Um funcionário da fazenda foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e, segundo a Polícia Civil, foi liberado após pagamento de fiança
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| Foto PCBA |
Em uma operação de combate ao tráfico
de drogas, a Polícia Civil da Bahia apreendeu na manhã desta quinta-feira (17)
R$ 670 mil em uma fazenda da família do prefeito de Embu das Artes (SP), Ney
Santos (Republicanos), político suspeito de ligação com o PCC. O prefeito
estava na propriedade, que fica no povoado de Encruzilhada, no município de
Vitória da Conquista. Santos chegou a ser conduzido à delegacia para prestar
esclarecimentos e foi liberado em seguida.
Um funcionário da fazenda foi preso em
flagrante por porte ilegal de arma e, segundo a Polícia Civil baiana, foi
liberado após pagamento de fiança. A operação foi batizada de Narco Divisa e
conduzida por equipes ligadas ao combate ao crime organizados e a entorpecentes.
O nome da operação faz referência à localização da fazenda, na divisa entre
Bahia e Minas Gerais.
Segundo policiais civis ouvidos pela
reportagem, após denúncias de supostas atividades criminosas no local a fazenda
passou a ser monitorada. A principal suspeita era de tráfico de drogas, por
causa do uso de aeronaves e da construção de uma pista de pouso. A Justiça
autorizou a realização de buscas e apreensão no local, e a operação foi
deflagrada quando os agentes receberam a informação do pouso de uma aeronave.
Cerca de 50 pessoas estavam na fazenda, entre familiares e funcionários que
participam de obras.
O dinheiro foi encontrado na sede da
fazenda e apreendido. Foram encontradas com o gerente da fazenda, cujo nome não
foi divulgado, uma pistola .380 e uma carabina calibre 22, além de 250
munições. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e foi
liberado após o pagamento de fiança de R$ 26,1 mil. Ainda segundo a Polícia
Civil, o prefeito foi levado para a delegacia. Ele afirmou aos policiais que
tanto a fazenda quanto o dinheiro pertencem ao irmão dele, que não estava na
propriedade. Ainda segundo Santos, o parente quer construir um leilão de gado
na fazenda.
Agora, segundo os policiais, a família
de Santos terá de provar a origem do dinheiro e a documentação da propriedade.
Em maio deste ano, o prefeito de Embu das Artes foi condenado a dois anos e
quatro meses de reclusão, em regime inicial aberto, por disparo de arma de fogo
em via pública. A condenação é em primeira instância e, por isso, cabe recurso.
Reeleito em 2020, ele é investigado pela polícia e pelo Ministério Público de
São Paulo por suposta ligação com o PCC em um esquema de lavagem de dinheiro em
postos de combustíveis. Santos nega a relação.
Procurado pela reportagem, ele
respondeu por meio de nota que está com problemas e, por orientação médica,
decidiu tirar dias de repouso com a família. “Viajei na última quarta-feira na
companhia dos meus filhos, da minha mãe de 83 anos de idade, a qual também se
encontra em processo de reabilitação da saúde em função da Covid”, diz trecho
da nota. “Esses são os reais motivos da minha viagem”, afirmou.
Ele fez críticas às notícias
divulgadas a respeito da ação. “Graças a Deus está tudo bem comigo e com a
minha família. De cabeça erguida, firme e forte, continuarei, a despeito
daqueles que não se conformam com o resultado das urnas, trabalhando pelos
moradores da minha querida cidade”, finaliza a nota. Nas redes sociais, o
prefeito divulgou um vídeo no qual, ao lado da mãe, diz que a propriedade
pertence ao irmão dele há mais de quatro anos e que todos os recursos
encontrados na propriedade estão contabilizados.
(FolhaPress)
www.jornalaguaslindas.com.br
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