Denis César Furtado é investigado por crimes como exercício ilegal da profissão, propaganda enganosa e por se recusar a fornecer prontuários
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| Foto resprodução |
O Conselho
Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) publicou edital de notificação nesta sexta-feira (18/6) na
tentativa de encontrar Denis César Barros Furtado, mais conhecido como “Doutor Bumbum”.
Segundo o conselho, Furtado
está em lugar “incerto e não sabido”. Ele será julgado no próximo dia 3 de
agosto em processo ético-profissional.
Ele
é investigado por crimes como exercício ilegal da profissão, propaganda
enganosa e por se recusar a fornecer prontuários para
pacientes. Entre 2016 e 2017, Denis chegou a atender inúmeras
pacientes em um escritório na região do Lago Sul.
O
CRM informou que o processo corre em sigilo. “Caso seja condenado por alguma
pena pública, isso será informado posteriormente. O processo segue o trânsito
normal, mesmo que o médico não compareça ao julgamento. Ele ainda pode recorrer
do resultado ao Conselho Federal de Medicina (CFM)”, explicou.
“O
CRM-DF informa, ainda, que o médico citado já foi cassado em outros processos
transitados e julgados. Mas, mesmo com a cassação, Denis tem que responder a
todas as ações”, esclarece em nota.
Atualmente,
Furtado está indiciado em seis inquéritos policiais. No Rio de Janeiro, Dr.
Bumbum foi réu por homicídio doloso qualificado no processo que apura a morte
de uma bancária durante um procedimento estético, em 2019.
Na
época, com quase um milhão de seguidores nas redes sociais, Denis
apresentava-se como médico especializado em bioplastia. A técnica consiste em
esculpir, dar volume e moldar os contornos do corpo e da face por meio de
preenchimento com biomateriais.
De acordo com a Polícia Civil do DF, há dezenas de ocorrências registradas contra Denis, entre os anos de 2011 e 2018, apenas na capital
do país. A maioria das denúncias refere-se à falsidade ideológica, crimes
contra o consumidor e exercício ilegal da profissão.
Em
2018, o médico teve prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro, após a morte da paciente Lilian
Calixto, 46 anos.
Conforme
depoimento de familiares da vítima, a cirurgia de aplicação de silicone nas
nádegas seria realizada em Brasília, mas foi transferida para o Rio de Janeiro
de última hora. A bancária Lilian Calixto viajou de Cuiabá (MT) à capital
fluminense para submeter-se a procedimento estético com o especialista.
A
mulher faleceu após ser atendida pelo médico em cobertura localizada na Barra
da Tijuca (RJ). Lilian Calixto teve complicações e
foi encaminhada pelo próprio especialista para um hospital particular próximo.
Chegou ainda lúcida, mas com taquicardia, sudorese intensa e hipotensão. Em
seguida, o quadro da paciente se agravou e ela sofreu quatro paradas cardíacas.
Após uma hora, morreu.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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