Helena Lahis entrou com processo criminal contra Paulo Lima por cárcere privado no dia 12 de novembro de 2019
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| Foto reprodução |
A escritora
Helena Lahis está acusando seu ex-marido, Paulo Lima, presidente da gravadora
Universal Music, de interná-la à força em uma das melhores clínicas
psiquiátricas do Brasil, localizada em Botafogo, no Rio de Janeiro, por não
aceitar o pedido de divórcio. Ela afirma não ter sido consultada por nenhum
médico e que o diagnóstico de bipolaridade teria sido dado com base no
depoimento do ex-marido para uma amiga, que é psiquiatra.
Além disso,
sua mãe também concordou com a internação, já que não aceitava a separação,
após 24 anos de casamento, por ela ter um amante. Helena entrou com processo criminal contra ele por
cárcere privado no dia 12 de novembro de 2019, dois dias após receber um habeas corpus para
deixar a clínica, onde ficou internada por 21 dias. “Eu vinha
de uma relação de 24 anos de casamento e duas filhas. No dia 27 de setembro de 2019, pedi o divórcio. No dia 20 de outubro de 2019, eu estava em casa,
quando uma psiquiatra, que é amiga pessoal do meu ex-marido, entrou com dois
homens enormes pelo corredor. Não tive tempo de fazer nada, mas entendi na hora
o que estava acontecendo”, contou Helena durante live com o professor de
Direito Leandro Santos. A mulher a
quem a escritora se refere é a médica Maria Antonia Serra Pinheiro, que é
citada no processo criminal como testemunha. Em depoimento, a psiquiatra
declarou que Paulo a mostrou algumas mensagens trocadas entre sua esposa e o
amante dela, Alexandre Barreto. Com isso, ela teria diagnosticado um “quadro
fortíssimo de bipolaridade” e sugeriu a internação de Helena baseada somente
pelos relatos dele e pelas mensagens de texto. “Eu vinha sofrendo pressão
psicológica tanto do meu ex-marido quanto da minha família. Essa mulher me
falou: ‘A gente vai te internar em uma clínica psiquiátrica. Você escolhe se
quer ir por bem ou por mal’”, disse Helena, o que é confirmado por Maria
Antonia em depoimento. A médica afirma que a escritora precisaria começar a
tomar remédios para bipolaridade, mas que não sugeriu tratamento por achar que
ela não aceitaria.
“Me
levantei e os enfermeiros me acompanharam. Tinha uma ambulância na porta de
casa. Me levaram para uma clínica psiquiátrica sem eu saber para onde estava
indo. Foi a meia hora mais angustiante da minha vida. Conversei com o
enfermeiro e relatei tudo o que tinha acontecido sobre o divórcio. Ele
respondeu que estava vendo que eu não estava em surto e me disse que fiz uma
coisa muito boa, que era não oferecer resistência”, contou.
Segundo Helena, ela nunca
havia tido problemas psiquiátricos, mas a família estranhou seu comportamento
após ela mudar o estilo de livros que escrevia — de infanto-juvenis para
adultos —, pedir a separação e começar a namorar outro homem. “Disseram que comecei
a escrever textos sombrios, depressivos e eróticos. Mas já vinha me preparando
para pedir o divórcio há anos, porque sabia que viria uma guerra”, afirmou ela.
“Foram três semanas entre o
pedido de divórcio e a internação. Nesse período, comecei a namorar o
Alexandre. Meu ex-marido invadiu meu WhatsApp e leu nossas conversas. Ele
entendeu que eu estava me separando por causa do Alexandre. Mas disse a ele
algumas vezes que não tinha mais amor, não tinha mais desejo, tesão, e que não
queria mais ser mulher dele. Só isso”, explicou.
Paulo teria levado a mãe de
Helena, que mora em Petrópolis, para o Rio de Janeiro para pedir ajuda. “Ele
fez um tribunal do júri na minha casa. Leu as minhas conversas com o Alexandre
de forma descontextualizada e começou a dizer que eu estava maluca, possuída,
envolvida com um golpista. Foi a maior humilhação da minha vida. Eles queriam
me separar dele para eu desistir da ideia e voltar para o casamento”, garantiu
Helena.
A coluna procurou a
assessoria de imprensa da Universal Music que enviou a seguinte nota:
“Esclarecemos que o conteúdo da live não corresponde à verdade, e foi,
inclusive, objeto de ações judiciais propostas por Paulo Lima contra a
ex-esposa e contra o autor da live, o Sr. Leandro Santos, há seis meses, resultando
numa decisão, em dezembro de 2020, em sede liminar, que proibiu a ex-esposa de
vincular o nome do ex-marido à acusações desta natureza”.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br |



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