Segundo a corporação, a ficha e as identificações de cada um serão apresentadas após exames de perícia e necropsia
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| Foto José Lucena |
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) divulgou nota nesta
sexta-feira (7/5) informando que os 18 primeiros mortos identificados da
operação em Jacarezinho tinham antecedentes criminais. Segundo a corporação, a
ficha e as identificações de cada um serão apresentadas após exames de perícia
e necropsia.
A Operação Exceptis,
realizada nessa quinta (6), resultou na morte de 25 pessoas: 24 suspeitos e o
policial civil André Frias, de 48 anos, baleado na cabeça. Dos 24 suspeitos mortos,
apenas três eram alvos dos mandados de prisão expedidos pela
Justiça para a referida ação.
A ação policial gerou uma onda de indignação e foi a mais letal da
história do Rio de Janeiro. O ministro Edson Fachin, do Supremo
Tribunal Federal (STF), pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras,
investigação sobre a operação policial. Para o magistrado, há
indícios de “execução arbitrária”.
A Polícia Civil, por sua
vez, destaca que a operação foi planejada
e necessária. Que não há que se comemorar os óbitos, mas os mortos teriam
reagido e ameaçado a vida dos policiais.
A corporação informou que a
ação, coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA),
foi resultado de investigação contra a organização criminosa que atua na
comunidade. O grupo é
investigado pelo aliciamento de crianças e adolescentes para integrar a facção
que domina o território, explorando os menores para práticas ilícitas, como o
tráfico de drogas, roubo de cargas, assaltos a transeuntes, homicídios e
sequestros de trens da Supervia, dentre outros crimes. Desde junho do ano passado, o Supremo Tribunal
Federal (STF) suspendeu operações em favelas durante
a pandemia. A decisão permite ações apenas em “hipóteses
absolutamente excepcionais”, após comunicação e justificativa ao Ministério
Público.
A Polícia Civil disse ter agido legalmente, dentro dos protocolos
estabelecidos pelo STF.
Durante a operação foi apreendido forte
armamento, entre eles uma metralhadora e munição antitanque.
Mais cedo, o vice-presidente da
República, Hamilton Mourão, disse ter apoiado a operação da polícia e que os
mortos são “todos bandidos”.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br |



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