Até o dia 1º de abril, prazo limite para a desincompatibilização de quem
ocupa cargo público e deseja disputar as eleições de 2018, pelo menos 11 nomes
podem deixar oficialmente o 1º escalão do Governo do Distrito Federal
(GDF). Entre os possíveis candidatos, estão secretários, secretários-adjuntos e
presidentes de estatais.
Com a necessidade imediata do ingresso de novos nomes para
integrar as secretarias de Justiça e Cidadania (sem titular desde dezembro
do ano passado) e do Trabalho e Desenvolvimento Social (que deve
permanecer com o PSDB), assessores do Palácio do Buriti pretendem
antecipar uma inevitável reforma administrativa na gestão Rodrigo Rollemberg
(PSB), com vistas a acomodar possíveis aliados e tentar somar forças
políticas para garantir a reeleição do chefe do Executivo.
A pessoas próximas, Rollemberg tem dito querer evitar que
as duas pastas sejam ocupadas por algum pretenso candidato, por conta do curto
prazo de trabalho até a desincompatibilização.
Na fila das mudanças, estão pelo menos nove secretários e dois
presidente de estatais. Eles devem disputar vagas para as Câmaras Legislativa e
Federal. Os futuros candidatos esperam do governador a compreensão de
permanecerem no cargo até o limite previsto em lei, no início de abril.
Conheça quem deve deixar o governo nos próximos meses:
Marcos Dantas (PSB) – secretário das Cidades
Leila Barros (PRB) – secretária de Esportes
Igor Tokarski (PSB) – secretário de Meio Ambiente
Aurélio Araújo (PV) – secretário da Criança
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – secretária de Projetos Estratégicos
Jaime Recena (PSB) – secretário-adjunto de Turismo
Thiago Jarjour (sem partido) – secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia
Tiago Coelho (PSB) – presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa
Marlon Costa (PSB) – subsecretário de Mobiliário Urbano e Participação Social
Julio Menegotto (PSB) – presidente da Novacap
Leila Barros (PRB) – secretária de Esportes
Igor Tokarski (PSB) – secretário de Meio Ambiente
Aurélio Araújo (PV) – secretário da Criança
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – secretária de Projetos Estratégicos
Jaime Recena (PSB) – secretário-adjunto de Turismo
Thiago Jarjour (sem partido) – secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia
Tiago Coelho (PSB) – presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa
Marlon Costa (PSB) – subsecretário de Mobiliário Urbano e Participação Social
Julio Menegotto (PSB) – presidente da Novacap
Nomes em potencial
Apesar de não contabilizados, outros nomes também podem aderir à dança das cadeiras. O secretário de Agricultura, Argileu Martins, por exemplo, pode ser a aposta para arrebanhar votos da área rural. Publicamente, nunca assumiu a intenção.
Apesar de não contabilizados, outros nomes também podem aderir à dança das cadeiras. O secretário de Agricultura, Argileu Martins, por exemplo, pode ser a aposta para arrebanhar votos da área rural. Publicamente, nunca assumiu a intenção.
O secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Valdir Oliveira,
é tido como candidato por alguns integrantes do governo, apesar de não falar
abertamente sobre o assunto. Ele chegou a dizer que tinha a intenção de
disputar o cargo de vice-governador, caso tivesse a chance.
Outro que é alvo de comentários desconfiados sobre possível pretensão
política é o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno. No entanto, ele não
confirma ter pretensões políticas. A ex-secretária de Segurança, Márcia de
Alencar, é estimulada a disputar uma cadeira no Legislativo local. Hoje,
ela ocupa vaga na assessoria do gabinete do governador.
Já o secretário de Habitação, Thiago Andrade, apesar de ser
uma indicação técnica, tem sido incentivado a concorrer às eleições deste
ano. Mesmo sem assumir a possível candidatura, assessores de Rollemberg apostam
no caminho político do aliado, devido a sua habilidade e também pelas
constantes aparições públicas ao lado do chefe do Executivo.
Por último, o vice-governador Renato Santana (PSD) é tido como possível
candidato a deputado distrital. No entanto, ele ainda avalia a proposta. Uma
brecha na lei permite que vice-governador não tenha de se desincompatibilizar
caso não substitua o governador até seis meses antes da eleição. Na hipótese de
Rollemberg viajar ou se licenciar neste período, Santana também terá de se
afastar, caso deseje manter a candidatura e também as funções de vice.
O que diz a lei
Os servidores e empregados da Administração Pública Direta, Indireta e
Fundacional do Poder Executivo que desejarem concorrer a cargo eletivo em
eleições devem afastar-se do exercício da função seis meses antes da eleição. O
retorno pode ocorrer no dia seguinte ao do pleito.
(MICHAEL
MELO/METRÓPOLES/Foto reprodução/redação JAL)



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