A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram que
governadores podem ser processados por crime comum no STJ (Superior Tribunal de
Justiça) sem aval das Assembleias Legislativas. O julgamento não foi
finalizado.
Os magistrados ainda podem mudar os votos. Seis dos 11 magistrados que
compõem a corte defenderam essa tese: o relator da ação, Edson Fachin, seguido
pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e
Alexandre de Moraes. Os outros cinco ministros ainda não se manifestaram - Dias
Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello, e Cármen Lúcia.
Com isso, caberá à Corte Especial do STJ, composta por 15 ministros,
decidir se o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), vira réu na Operação
Acrônimo. Ele foi acusado duas vezes pela PGR (Procuradoria-Geral da República)
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ao ser denunciado pela primeira vez, os ministros do STJ enviaram o
pedido de abertura de processo à Assembleia Legislativa de Minas, sem analisar
o caso. O STJ entendeu que essa autorização está em um dispositivo da
Constituição de Minas. O DEM, partido de oposição ao governador, questionou
esse ponto no Supremo. Como há outras ações no STF que questionam a necessidade
de aval da Assembleia para processar governador, o ministro Gilmar Mendes
sugeriu a edição de uma súmula para fixar a tese.
(LETÍCIA CASADO)


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