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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (25/5) a
redução dos preços nas refinarias em 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o
diesel. Em comunicado, a estatal explicou que a concorrência com combustíveis
importados motivou a redução dos preços. A Petrobras frisou ainda que os novos
valores continuam com “margem positiva em relação à paridade internacional” e
sinalizou que poderá aumentar a frequência dos reajustes.
“A decisão foi guiada predominantemente por um
aumento significativo nas importações no último mês, o que obrigou ajustes de
competitividade da Petrobras no mercado interno. Conforme princípio da política
em vigor, a participação de mercado da empresa é um dos componentes de análise
considerado”, diz a nota divulgada pela Petrobras.
Segundo a estatal, a importação de gasolina por
terceiros para o mercado interno cresceu de 240 mil metros cúbicos em fevereiro
para 419 mil em abril. O aumento é de 74,6%. Na nota, a Petrobras ressalta que
há “previsão de manutenção em torno deste nível em maio”.
Já a importação de diesel saiu de 564 mil metros
cúbicos em fevereiro para 811 mil em abril, alta de 43,8%. Conforme a empresa,
a previsão é que o volume de diesel importado passe de 1 milhão de metros
cúbicos em maio. “Com isso, as refinarias da Petrobras podem chegar a um fator
de utilização abaixo do último dado divulgado pela companhia em seus resultados
trimestrais, que foi de 77%”, diz a nota.
Nos cálculos da estatal, se o reajuste for
inteiramente repassado ao varejo, o diesel poderá ficar 2,2%, ou cerca de R$
0,07 por litro, em média, mais barato para o consumidor final. Já o preço da
gasolina nas bombas dos postos poderá cair 2,4% ou R$ 0,09 por litro, em média.
O reajuste anterior de preços tinha sido anunciado pela Petrobras em 20 de
abril. Naquela ocasião, os preços do diesel e da gasolina nas refinarias
subiram 4,3% e 2,2%, respectivamente
A companhia destacou ainda na nota que o Grupo
Executivo de Mercado e Preços (GEMP) avaliou que “a política de preços com
correções pelo menos mensais, embora um avanço significativo em relação ao
sistema anterior, não tem refletido tempestivamente as volatilidades de preços
de internacionais de derivados e câmbio entre as datas dos reajustes”. Essa
intempestividade foi afetada recentemente pela volatilidade do câmbio. “Esta
constatação tem crescentemente sido parte das discussões do GEMP e pode
fundamentar aumentos na frequência dos ajustes de preços”, diz
a nota.
(Agência Estado)



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