Apesar de
realizadas providências iniciais, o Ministério Público Federal
deixou de participar do projeto. Para o MP não há motivos para a
sua manutenção, uma vez que atualmente está descaracterizado em
sua essência
Da redação do
JAL
O promotor Eliseu
Antônio da Silva Belo, da Promotoria de Justiça de Cocalzinho de
Goiás, determinou o arquivamento de procedimento administrativo
instaurado em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), cujo
objetivo era desenvolver o projeto denominado Ministério Público
pela Educação (MPEDUC). A iniciativa, que foi formalmente aberta no
final de 2013, pretendia garantir o direito à educação básica de
qualidade.
Pela proposta,
que funcionaria como um projeto-piloto, o Estado de Goiás iria
representar a região Centro-Oeste, sendo que, entre os municípios
goianos, Cocalzinho de Goiás foi escolhido para integrar o trabalho
em virtude de seu baixo resultado no Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb), bem como do Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH-Educação). Contudo, apesar de realizadas providências
iniciais, o Ministério Público Federal deixou de participar do
projeto.
Embora não tenha
havido comunicação formal à Promotoria de Cocalzinho sobre o
abandono da proposta, o promotor entendeu que houve o encerramento
tácito do projeto, tendo em vista que o órgão federal não
apresentou os motivos para a descontinuidade da iniciativa. De acordo
com o promotor, não há motivos para a sua manutenção, uma vez que
atualmente está descaracterizado em sua essência.
Por outro lado,
ao longo dos mais de dois anos em que foi executado, o projeto
alcançou muitos resultados positivos. Assim, de acordo com o
promotor, os eventuais problemas ainda existentes nas escolas estão
sendo devidamente conduzidos em autos próprios de apuração do
Ministério Público de Goiás, os quais acompanham as reformas que
devem ser feitas (e estão atualmente em fase final) nas escolas Alto
da Boa Vista e Maria do Carmo Guirra, localizadas no distrito de
Girassol e que são as mais complicadas nesse aspecto.
“Isso
significa que a Promotoria de Justiça, em autos específicos para
cada escola ou grupo de escolas, persistirá no acompanhamento das
medidas que se fizerem necessárias, a fim de que o nível de ensino
prestado seja cada vez melhor”, afirmou o promotor.
Fonte:
Assessoria de Comunicação Social do MP-GO - fotos: Arquivo da
Promotoria de Cocalzinho)





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