A empresa Lorennatur, o ex-prefeito de Planaltina de Goiás Zé Neto e mais
seis pessoas são citadas nas denúncias do Ministério Público de Goiás
publicadas nesta terça-feira.Esquema
era dirigido pelo ex-prefeito de Planaltina
Da redação do JAL
O Ministério Público
de Goiás (MP-GO) denunciou por associação criminosa e fraude à licitação, com
concurso material e de pessoas, Ana Flávia da Silva Amorim, Eduardo Lourenço
Olinto, Genessi Ribeiro Cardoso, Hélio Júnior Rodrigues dos Santos, José Olinto
Neto, Márcia Gisely da Costa Vale, Sandra de Andrade Cardoso, Stella Maris
Galvão Lombardi e Valdir de França. A denúncia é resultado alcançado pela
Operação Fim da Linha, desencadeada em dezembro do ano passado, a partir de
investigação iniciada em 2014, sobre a prática de crimes contra a administração
pública por uma organização criminosa, instalada em Planaltina de Goiás e Águas
Lindas de Goiás, que tinha, entre seus integrantes, ex-prefeito e ex-secretária
municipal de Planaltina, além de empresários do ramo de transporte.
O grupo é responsável
por fraudar licitações para concessão do serviço de transporte escolar e também
possuía o domínio das rotas de transporte de passageiros entre as duas cidades.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco) e pelo Centro de Inteligência (CI) do MP-GO, mobilizando
mais de 20 promotores de Justiça. Esse trabalho foi feito em parceria com o
Gaeco do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e apoio
das Polícias Militar de Goiás e do DF e da Delegacia de Combate ao Crime
Organizado do DF.
Denúncia
A denúncia, assinada por membros do Gaeco do MP-GO e das Promotorias de Planaltina, contextualiza que, do início de 2009 até meados de 2012, os denunciados se associaram em Planaltina para cometer crimes. Juntos, eles frustraram e fraudaram, mediante combinação e outros modos, o caráter competitivo de licitações para obter vantagens. Essa quadrilha fraudava, em especial, procedimentos licitatórios para a contratação de empresas para o serviço de transporte escolar.
A denúncia, assinada por membros do Gaeco do MP-GO e das Promotorias de Planaltina, contextualiza que, do início de 2009 até meados de 2012, os denunciados se associaram em Planaltina para cometer crimes. Juntos, eles frustraram e fraudaram, mediante combinação e outros modos, o caráter competitivo de licitações para obter vantagens. Essa quadrilha fraudava, em especial, procedimentos licitatórios para a contratação de empresas para o serviço de transporte escolar.
Segundo o MP-GO, o
esquema era dirigido pelo ex-prefeito de Planaltina, José Olinto Neto, que
atuava em parceria com a ex-secretária de Educação e então gestora do
Fundeb/Fundef, Stella Maris Galvão. Os dois direcionavam o resultado de
licitações em benefício de determinadas empresas, que venciam os procedimentos,
mesmo apresentando propostas superfaturadas, acarretando prejuízos aos cofres
públicos.
As empresas envolvidas
nesses esquemas eram a Transportadora Três Irmãs, que tem como sócios Márcia
Gisely e Valdir de França; a JR Turismo, de propriedade de Hélio Júnior e Ana
Flávia Amorim, e a Expresso de Transporte e Construção Ltda., de Genessi da
Silva, Roberta de Silva e Sandra Cardoso. A ação fraudulenta, conforme
destacado na denúncia, se dava por meio de ajustes de preços para eliminar a
concorrência e direcionar os resultados.
Os indícios da prática
criminosa, num primeiro momento, foram revelados pelo TCU e TCM no julgamento
dos Pregões Presenciais n° 18/2009 e n° 19/2011. Em acórdão, os dois tribunais
detectaram a existência de conluio entre os licitantes, o que foi confirmado
pela Operação Fim da Linha, assim como o vínculo entre os ex-gestores e
representantes das empresas. Quando o ex-prefeito saiu do cargo, em 2013, as
atividades empresariais dele e do filho, Eduardo Lourenço Olinto, por meio da
empresa Lorennatur, também do ramo de transporte, entrelaçaram-se com as
atividades dos demais denunciados.
Naquele ano,
investigações apuraram que a Transportadora Três Irmãs era a principal
beneficiária das fraudes, abastecendo com veículos a frota de cada uma das
outras empresas, principalmente da Lorennatur, que contava com, pelo menos, 13
carros da Três Irmãs. Entre 2009 e 2013, as empresas Três Irmãs, JR e Setracon
foram beneficiárias de empenhos editados pelo município de Planaltina, sendo
que a quebra de sigilo bancário dos investigados revelou a existência de grande
movimentação bancária entre elas, demonstrando que agiam em conjunto para
fraudar as licitações.
Posteriormente,
verificou-se que uma das empresas, a Setracon, sequer tinha sede física e que
seu endereço coincidia com uma de suas sócias, que afirmou desconhecer a
existência da empresa. O MP concluiu a existência da vinculação entre os
investigados e evidenciou a configuração de uma quadrilha atuante em dois
núcleos: o primeiro, destinado à fraude em licitações para a prestação de
serviços de transporte público no município de Planaltina, e o segundo, pela
parceria de empresas para a prestação do serviço de transporte interestadual e
intermunicipal.
Fonte: (Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)






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