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| Rollemberg foi um dos poucos socialistas a apoiar projeto polêmico de Dilma |
Rodrigo Rollemberg vota com Dilma Rousseff no projeto de
alteração da meta fiscal. Na Câmara Legislativa, só Chico Vigilante fala
abertamente de oposição. Mas aliados dos dois lados dizem que os partidos podem
voltar a ficar do mesmo lado
Passadas as eleições, a relação entre o PT e Rodrigo
Rollemberg (PSB) alterna passagens pelo céu e pelo inferno. O governador eleito
protagonizou duras trocas de acusações durante o pleito com o rival Agnelo
Queiroz (PT) e adotou postura de oposição no Senado Federal nos últimos dois
anos. Durante a transição, os dois se chamaram de mesquinhos, enquanto os
distritais petistas faziam discursos contra o socialista. Agora, no entanto,
diante da necessidade de se manter próximo da presidente Dilma Rousseff (PT)
com o objetivo de conquistar recursos, o próximo ocupante do Buriti dá mostras
de que os petistas não ficarão tão distantes.
Nesta semana, ainda como senador, Rollemberg votou com a
situação no polêmico projeto de alteração da meta fiscal. No plano local, dos
quatro deputados distritais eleitos pelo PT, somente Chico Vigilante (PT) fala
abertamente em fazer uma oposição mais radical ao socialista.
Apesar de, oficialmente, a Executiva Distrital petista ter
deliberado que a legenda será crítica ao futuro governo, nos bastidores,
pessoas influentes da sigla têm mantido contato direto com líderes da base de
Rollemberg. No início do ano legislativo, em meados de fevereiro, os
comandantes petistas voltarão a se encontrar para debater a postura do partido
nos próximos anos. Em princípio, segundo o presidente do PT-DF, Roberto
Policarpo, a bancada da Câmara Legislativa do DF (CLDF) será independente.
“Seremos contrários ao que for ruim para a cidade e a favor de projetos que
beneficiem a população. Também não deixaremos de cobrar o cumprimento das
promessas de campanha”, promete.
A relação próxima entre as duas forças políticas, no DF e no
Brasil, vem desde os anos 1980. Inclusive, em 2010, Rollemberg elegeu-se
senador na chapa liderada pelo hoje adversário PT. Após a vitória, indicou
diversos quadros nos primeiro e segundo escalões da gestão Agnelo. Somente
quase dois anos depois, no fim de 2012, o PSB anunciou o desembarque do governo
e passou a fazer oposição. Na ocasião, vários socialistas se desligaram da
legenda para continuar no GDF. Fonte correio brasiliense
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