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Crise na Venezuela: faltam caixões no país e velórios são adiados

Imagem: DivulgaçãoA crise de escassez na Venezuela chegou à indústria de caixões, criando filas também para os mortos. A queda na produção foi de 20% a 30% este ano por falta de materiais, segundo autoridades. O preço subiu e os funerais passaram a ser adiados.O principal item em falta são as folhas de madeira usadas na construção dos caixões, afirma Pedro Navarro, ex-presidente de uma associação de funerárias. Ele culpa a lentidão da empresa estatal Sidor.O país de 30 milhões de habitantes tem 50 fábricas de caixões. O presidente de uma das maiores fábricas afirma que faltam cola, tinta e até tecido para o interior dos caixões. “Em dois ou três meses a coisa ficará tão séria que talvez não haja caixões para enterrar as pessoas”, diz o executivo, Juan Carlos Fernandez.Ele diz que espera diminuir a produção pela metade no próximo mês.A demanda por caixões no país é ainda mais alta porque a Venezuela possui uma das mais altas taxas de homicídio do mundo.A crise dos caixões faz parte de um quadro maior de escassez no país, cuja política cambial controlada pelo governo dificulta a importação de itens como papel de jornal e até papel higiênico — causando imensas filas nos caixas de supermercados.O Banco Central do país parou há alguns meses de publicar um índice de escassez, que era de 27% em março.Fonte: O Globo

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