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Governador esclarece transferência de ações da Celg à Eletrobrás

postado por valdivino de oliveira
Em entrevista coletiva à imprensa goiana, concedida às 16 horas desta quinta-feira, dia 30, no jardim do Palácio das Esmeraldas, o governador Marconi Perillo fez esclarecimentos acerca da transação visando transferir 51% das ações da Celg Par para a Eletrobrás. Hoje de manhã, o governador esteve em Brasília com a alta direção da Eletrobrás para fechar o acordo final que passa à estatal federal o controle acionário da companhia goiana.
Durante a reunião, as partes assinaram um “Termo de Entendimento”, pelo  qual o Estado de Goiás e a Eletrobrás se obrigam a injetar na Celg Par recursos da ordem de R$1,9 bilhão, obrigação condicionada a liberação, pela Caixa Econômica Federal, de empréstimo ao Governo de Goiás, destinado a investimentos na companhia goiana.
Segundo o “Termo de Entendimento”, o preço das ações a serem transferidas será fixado no decorrer de novos acertos, devendo, em qualquer caso, ser o suficiente para tornar positivo o patrimônio líquido, no mercado, da Celg Distribuidora.
Conforme explicou o governador, o acordo celebrado hoje é um divisor de águas na história da empresa goiana, mas não conclui a operação. Segundo o governador, serão necessárias, ainda, várias providências de ordem administrativa, como, por exemplo, assembleias de acionistas das duas empresas aprovando a transferência de ações.


Serão também realizadas várias avaliações da Celg Distribuidora, devendo todos os laudos ser concluídos em 45 dias a contar da data de entrega, aos avaliadores, de todas as demonstrações financeiras da companhia.
Realizada a transferência, a Eletrobrás torna-se sócia majoritária do Estado de Goiás. A direção da empresa continuará compartilhada. Com esta operação, informou o governador, a Celg se habilita a renovar, por mais 30 anos, seu contrato de concessão, o que, consequentemente, resultará em valorização do preço de mercado da empresa.
O fato essencial é que, finalmente, concluiu-se uma negociação que já vinha desde 2011 e graças à qual a Celg será saneada financeiramente. Com isso, se resolverão também os vários problemas técnicos relativos ao fornecimento de energia em Goiás, o que, segundo o governador, será importante para a atração de novas empresas industriais.
Por fim, o governador esclareceu que hipotéticos reajustes de tarifas dependerão exclusivamente da Aneel. Reajustes de tarifa não são competência nem da Celg, nem da Eletrobrás, nem do Governo do Estado.

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