Por meio do Cartão Creche, por exemplo, o GDF já investiu aproximadamente R$ 10 milhões, reduzindo pela metade a fila de espera por vagas
| Foto: Mary Leal |
Oferecer
mais qualidade de vida à população de baixa renda da capital federal é uma das
prioridades do Governo do Distrito Federal (GDF), que investe em vários
programas sociais. Um deles é o Cartão Creche, em que o Executivo já injetou
aproximadamente R$ 10 milhões, reduzindo em mais de 50% a fila de espera por
uma vaga na rede pública. Atualmente, são mais de 27 mil crianças matriculadas
em 45 creches geridas pela rede pública e em outras 63 instituições parceiras.
Mãe
do pequeno Antony, de 3 anos, Patrícia Cardoso é contemplada com o benefício
desde janeiro deste ano. Moradora de Santa Maria, ela recebe R$ 800 por mês para
garantir que o menino tenha acesso a uma educação de qualidade. “Fiquei muito
feliz ao receber esse dinheiro do GDF. Para ele, só tenho gratidão, porque
chegou em boa hora. A gente mora de aluguel e não tinha como pagar uma pessoa
para ficar com o Antony nem para pagar uma escola. Eu me recordo que já faltei
ao serviço alguns dias para cuidar do meu filho. Esse benefício paga a
mensalidade, comida, lanche, banho e janta para ele. Todo mês, vou à creche
dele e passo o cartão”, conta a vendedora.
O
Cartão Creche é um meio eletrônico disponibilizado para o pagamento mensal a
uma instituição educacional privada. Os beneficiários do cartão devem ser
crianças de 0 a 3 anos de idade inscritas no cadastro de solicitação de vagas
das creches das Coordenações Regionais de Ensino (CRE). As inscrições podem ser
feitas por meio de contato telefônico com a Central 156.
Além
do cartão, o GDF dispõe de outras iniciativas para atender a parcela mais
necessitada da população, principalmente neste período de graves impactos
econômicos provocados pela pandemia de Covid-19. Mais de 700 mil famílias são
beneficiadas atualmente pelos programas sociais do GDF. Entre eles, destaca-se o Cartão Prato Cheio, que
oferece R$ 250 mensais, válido por seis meses, aos selecionados pela Secretaria
de Desenvolvimento Social (Sedes). Com ele, os contemplados podem comprar
alimentos na função débito em estabelecimentos credenciados.
Josiane
Gonçalves tem quatro filhos e afirma que o benefício veio num momento de
bastante dificuldades. “Eu e meu marido estamos desempregados, vivendo
praticamente de bicos, e as coisas estão muito caras. Receber esse cartão do
governo tem ajudado a colocar comida na mesa para nossos filhos”, ressalta.
Para
fazer jus ao cartão, as pessoas devem ter renda familiar igual ou inferior a
meio salário mínimo por pessoa, morar no Distrito Federal e estar inscritas no
Cadastro Único (CadÚnico) ou Sistema Integrado de Desenvolvimento da Sedes.
Famílias chefiadas por mulheres com crianças de até 6 anos, pessoas com deficiência,
idosos e quem esteja em processo de saída da rua têm prioridade. O investimento
para o programa até agora é de R$ 9.447.500.
Em
outra frente, com o preço
do gás elevado, o GDF também auxilia as famílias com R$ 100 bimestrais para
aquisição de botijões de 13 kg. O benefício atende cerca de 70 mil famílias em
situação de vulnerabilidade social.
É
necessário, para receber o auxílio, estar inscrito no CadÚnico, apresentar
renda familiar per capita de até meio salário mínimo
(R$ 550), ter 16 anos de idade ou mais e morar no DF. O programa tem previsão
para durar 18 meses. Aqueles que se encaixam nos requisitos, podem fazer o
cadastro no site do Banco de Brasília (BRB).
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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