Operação cumpre mandatos em Salvador e em Coração de Maria
| Polícia Federal |
A Polícia Federal deflagrou nesta
quinta-feira (25) a Operação Parcela Baiana, que tem como alvo o combate a
fraudes ao Auxílio Emergencial, pago pelo governo federal à população carente
por causa da pandemia de covid-19.![]()
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A ação é conjunta com o Ministério
Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal,
Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União, instituições que
participam da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio
Emergencial.
Na manhã de hoje, policiais federais
cumprem as medidas judiciais em Salvador e em Coração de Maria, também na
Bahia. São três mandados de busca, quatro mandados de afastamento de sigilo
bancário e quatro mandados de sequestros de bens, que resultaram em um total de
R$ 200 mil bloqueados por determinação judicial. As prisões temporárias não
foram deferidas pela Justiça Federal.
Os fatos estão sendo apurados em três
inquéritos policiais distintos, instaurados com base em trabalhos de análise e
inteligência realizados por equipe especializada da Polícia Federal, a partir
de processos de contestação oriundos da Caixa Econômica Federal.
“No aplicativo Caixa Tem da Caixa
Econômica Federal, aproximadamente 90 contas do Auxílio Emergencial foram
fraudadas, sendo transferidos imediatamente os valores depositados para contas
vinculadas aos fraudadores e também para pagamentos de boletos bancários
emitidos pelos próprios suspeitos, resultando em um prejuízo superior a R$ 90
mil”, informou a PF em nota.
Segundo as autoridades, a fraude deve
ser muito maior, na medida em que os dados se referem a curtos períodos
analisados, de no máximo 14 dias, entre maio a setembro de 2020, e apenas
àquelas fraudes contestadas pelas vítimas.
Somente com o prosseguimento das
investigações, observou a PF, será possível determinar o montante exato do
desvio, bem como a eventual participação de outras pessoas. Os fraudadores
responderão pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, com pena de dois
a oito anos de reclusão.
(Agência
Brasil) www.jornalaguaslindas.com.br
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