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Lixão ou Aterro Sanitário

Águas Lindas e a problemática do possível novo aterro sanitário

Foto Reprodução

Emanuel Ely

A comunidade Aguaslindense, tem discutido uma possível instalação de um aterro sanitário no município. Nas redes sociais são vários os comentários que se desenrolam em desfavor dessa iniciativa, instigando os senhores vereadores e prefeito a se manifestarem sobre o tema da competência territorial, possíveis danos e prejuízos à área ambiental, desvalorização de terreno e o fato de que a cidade já possui um aterro por concessão pública municipal.

 

Definição de lixão se dá ao acúmulo de resíduos diversos, de qualquer espécie, em um local não definido, sem tratamento, não protegido à céu aberto. É o acúmulo de rejeitos, ou seja, de todo o material impossibilitado de reaproveitamento ou reciclagem. 

 

Nos lixões, o chorume é resultado da decomposição da matéria orgânica que invade o solo, contaminando-o. A possibilidade desse líquido atingir rios e lençóis freáticos é grande e de enorme degradação do ambiente. É necessário atenção permanente no descarte do chorume resultante desses decompostos.

 

Além de todos os problemas ambientais, há também os problemas de saúde pública e problemas sociais gerados pelos lixões. Esses locais são diariamente visitados por uma parte da população extremamente carente, que encontra ali sua sobrevivência com a catação de materiais recicláveis ou reutilizáveis, para uso próprio ou comércio.

 

Em geral, essas pessoas não utilizam equipamentos de segurança ao manipular o lixo, e, ficam sujeitas a acidentes como cortes com vidro quebrado, lascas diversas, e à contaminação por agentes encontrados nos lixos, como líquidos que vazam de pilhas e metais pesados que comprometem a saúde.

 

Não se faz necessário mencionar que um local que abriga toneladas de resíduos de materiais jogados fora à deriva, é um verdadeiro ninho para animais transmissores de doenças, responsáveis por colocar em risco a saúde da população.

 

Por outro lado, define-se aterros sanitários como um sistema de drenagem de gases. Esse sistema é composto por uma rede de componentes adequada, capaz de evitar que os gases gerados pela decomposição dos resíduos escapem através dos meios porosos que constituem o subsolo do aterro sanitário e atinjam fossas, esgotos e até edificações. São áreas essenciais para que alguns dos muitos resíduos ali despejados, descansem, se decomponham e não causem impactos diretos ao meio ambiente.

 

A existência dos aterros sanitários são essenciais como espaços de coleta correta de rejeitos, proporcionando reduzir o impacto do lixo, na contaminação do ar, do solo e dos lençóis freáticos.

 

A construção de um aterro sanitário exige uma área com grandes extensões de terra, sendo muitas vezes, difícil esse espaço. Portanto, por conta do consumo desenfreado e da alta quantidade de resíduos e material despejado, é necessário extensões de terras cada vez maiores para abrigar tanto lixo.

 

Nos aterros sanitários, os resíduos não são necessariamente “tratados”. São na realidade, soterrados ou incinerados. Por conta disso há o limite na quantidade de camadas de lixo que podem ser enterrados ou depositados dentro de um aterro, proporcionando uma garantia segura de não contaminação.

 

É obrigatório que todo projeto de aterro sanitário seja elaborado de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Isso porque o não cumprimento dessas leis resultam em impactos ambientais graves, fugindo do principal propósito de um aterro sanitário. 

 

Aguardarmos os novos rumos das discussões, para trazermos os posicionamentos resultantes e atualizarmos nossos prezados leitores.

 

 

 

 

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