Vítima e marido estavam de carro no setor Alto da Glória, em Goiânia, quando a PM os abordou
| Foto Arquivo Pessoal |
Uma
das vítimas da suposta agressão
cometida por um policial militar no último sábado (23) em
Goiânia passou por cirurgia para reconstruir uma das pálpebras. A abordagem
truculenta aconteceu no setor Alto da Glória. O homem estava no carro com o
marido no instante da abordagem. Eles ainda não sabem a razão pela qual foram
parados. As vítima têm 25 e 31 anos e pedem para que a identidade deles seja
mantida em sigilo, por medo de represálias.
Ao
Mais Goiás, uma deles explicou que, após a abordagem, o casal foi para o
Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia. Na unidade, um dos médicos disse,
inicialmente, que o ferimento não era tão grave. No entanto, momentos depois,
constataram que o corte havia sido muito maior e mais profundo do que
imaginavam.
“Tiveram
que fazer a reconstrução da palpebra toda, porque houve um corte muito grande
na parte interna do olho, além da parte externa”, explicou. A cirurgia durou
cerca de 1 hora e a vítima se recupera sem maiores problemas.
Uma
das vítimas, que é advogado, afirma que ele e o marido obedeceram a todas as
ordens, mesmo sem saberem o motivo da abordagem. Um dos militares não teria aprovado a forma como o advogado
se posicionou e por isso teria o agredido.
“Ele
começou a bater minha cabeça contra o carro, muito forte. Bateu três vezes e eu
não entendi porque estava apanhando, já que eu não tinha feito nada. Fiquei
muito assustado, comecei a gritar minha família”, explicou.
Ainda
de acordo com o advogado, o mesmo PM também agrediu o marido dele com um soco
no rosto, no momento em que foi conferir os documentos do casal. Nenhuma das
vítimas possui antecedentes criminais.
“Como
eu fiquei muito assustado, nunca tinha passado por aquilo, comecei a gritar
muito por socorro. Meu companheiro me gritava ‘dá logo os documentos pra ele’.
Foi nessa hora que o policial deu um soco no olho dele”, lamentou.
No
final da abordagem o militar supostamente agradeceu ao casal e teria dito
‘muito obrigada, esse é o trabalho da polícia’. “Eu achei bem sarcástico da
parte dele!”, acrescentou a vítima.
Polícia Militar ainda não se
pronunciou sobre a suposta agressão contra o casal gay A
reportagem entrou em contato com a Polícia Militar por telefone e por e-mail, a
fim de obter um posicionamento sobre o ocorrido. No entanto, ainda não recebeu
retorno. O casal afirma que já registrou o caso na Polícia Civil.
(Mais Goiás) www.jornalaguaslindas.com.br
|


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.