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Família ainda busca respostas sobre morte de jovem goiana na Argentina

Novas informações rechaçam definição da causa mortis de Luana Melo, de 25 anos, como sendo mal súbito e abrem caminho para assassinato

Arquivo Pessoal

Há três anos, a família da jovem goiana Luana Melo, encontrada morta no apartamento onde morava em Buenos Aires, na Argentina, busca respostas sobre o que ocasionou a morte da jovem, que tinha apenas 25 anos. Novas informações rechaçam a definição da causa como sendo mal súbito, adotada inicialmente pela investigação, e abre caminho para a possibilidade de feminicídio.

 

Desde que souberam da chance de Luana ter sido assassinada, familiares e amigos começaram a reivindicar a reabertura do caso, com mobilização nas redes sociais, e também ampliaram a acusação daquele que seria o principal suspeito.

 

Com o mote #JusticiaPorLuanaMelo, perfis foram criados na internet para tentar chamar a atenção das autoridades argentinas, que resistem em dar ao homem a acusação devida. O indivíduo que a família acredita que possa ter algum envolvimento na morte da jovem é o funcionário do prédio onde ela morava e que tinha acesso a todos os apartamentos do local.

 

O homem, cujas inicias do nome são I.U.C., é citado no processo, mas apenas como suspeito de ter furtado o celular de Luana. O aparelho foi subtraído do apartamento dela no dia da morte, em 2018. Conforme os registros da empresa de telefonia, ele foi religado três meses depois em nome de A.U.C., que é irmão do funcionário do prédio.

 

Esse irmão, no entanto, de acordo com a investigação, estava fora da Argentina na data da morte de Luana, o que seria um álibi, diante da suspeita de possível envolvimento. Por isso, a desconfiança do furto do celular recaiu sobre o funcionário. Acredita-se que ele tenha furtado e repassado o aparelho ao irmão.

 

O que embaralha o caso e gera dúvidas é o fato de que o telefone, conforme a apuração, foi roubado no período entre a morte de Luana e a chegada da polícia ao local. Além disso, o resultado de uma nova perícia levantou a hipótese de assassinato, pois constatou asfixia mecânica e fibrose no coração, como sendo os fatores que a levaram a óbito.

 

“Não queremos, jamais, que alguém inocente seja condenado. Mas não parece este ser o caso, segundo as evidências das mais de 2,5 mil páginas do processo”, argumenta Laura Melo, irmã da jovem goiana.

 

A promotoria que acompanha o caso já solicitou a ampliação da acusação relacionada ao funcionário I.U.C., para constar também a possibilidade de feminicídio no processo. A Justiça argentina, no entanto, ainda não acolheu a demanda, alegando que não haveria provas suficientes para tal.

 

Diante da negativa, a família tenta dar visibilidade ao caso, inclusive com mobilização internacional nas redes sociais, envolvendo pessoas e amigos de outros países.

 

“Precisamos que o caso ganhe visibilidade e que a Justiça Argentina permita a investigação do principal suspeito”, resume a irmã.

 

Para acompanhar as redes e fortalecer o movimento, que busca esclarecer a história por trás da morte de Luana Melo, basta seguir @PorLuanaMelo no Instagram e no Twitter.

 

 

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 



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