O estado dela ainda é grave
![]() |
| Foto Arquivo Pessoal |
A advogada e servidora da Agência Reguladora de Águas,
Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) Tatiana Machado Matsunaga, 40 anos, atropelada propositalmente pelo também
advogado Paulo Ricardo Moraes Milhomem, 37, na última quarta-feira (25/8), continua
internada no Hospital Brasília.
Embora o quadro continue
grave, a vítima está recebendo alimentação por sonda enteral e não rejeitou o
alimento. Tatiana também não apresentou piora, segundo o pai dela, Luiz Sérgio
Machado.
“A
situação da nossa filha continua grave. Pelo menos, não teve nenhuma piora. Ela
está em alimentação e isso já é mais um passo importante. Uma avaliação do
andamento da recuperação só poderá ser repassada a partir de 72 horas para a
frente. Aguardamos por notícias de uma avaliação mais séria, somente amanhã
(sábado)”, comentou ao Metrópoles.
Ainda segundo o pai, a
evolução está no mesmo plano. “Para mim, se não piorou, é um ponto positivo.
Também esperamos pelo desinchaço da cabeça para que se retire a sedação e assim
saberemos como ela responderá ao tratamento”, acrescentou. A advogada
passou por cirurgia no mesmo dia do atropelamento. O acidente foi registrado na
QI 19 do Lago Sul. Segundo familiares de Tatiana, ela teve traumatismo
craniano, fratura da bacia e fratura exposta do tornozelo. As imagens
mostram o Fiat Idea prata dirigido por Paulo Ricardo e o Hyundai Creta branco onde estava Tatiana e o filho,
de 8 anos. Pelos vídeos é possível ver que os carros trafegavam rápido, com
Tatiana passando sobre um quebra-molas de forma abrupta, na tentativa de
escapar do homem que a perseguia. As câmeras
ainda registraram o momento em que a advogada entra no conjunto onde mora e o
advogado trabalhista entra logo em seguida, na tentativa de interceptá-la. Após
a confusão na frente da casa, onde Paulo Roberto joga o carro sobre a
servidora, passando por cima dela, as câmeras flagram o momento em que o
motorista foge em alta velocidade. Milhomem,
autuado por tentativa de homicídio, trabalhou como assessor do deputado federal
João Carlos Bacelar (PL-BA), em cargo de natureza especial, com salário de R$
5,1 mil, até 2018, quando foi exonerado. O advogado passou por audiência de
custódia nessa quinta-feira (26/8). A Justiça o manteve preso. Na decisão
que converteu o flagrante em prisão preventiva, a juíza Paula Afoncina Barros
Ramalho atestou que as circunstâncias indicam, num primeiro juízo, a especial
periculosidade do agente e “fornecem base empírica idônea à conclusão de que
sua liberdade afetará a ordem pública.” Para os pais da advogada, o
autor do acidente tinha a intenção de tirar a vida da filha
deles.
“Essa pessoa tentou matar
a nossa filha. Felizmente não conseguiu. Essa foi a intenção dele.
Inicialmente, pensei que fosse algo sem gravidade. Quando chegamos ao local e
vimos ela sangrando, a ficha caiu que era muito sério”, afirmou Luiz Sérgio. O Tribunal
de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil seccional DF (OAB-DF) vai analisar se o advogado deve ter o registro suspenso. Foi instaurado processo de ofício para analisar
em sessão da Corte se Paulo Ricardo Milhomem deve ter suspensão preventiva de carteira da OAB.
A previsão é de que o caso seja julgado na próxima terça-feira (31/8). (Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br |



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.