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O que esperar do encontro entre Lula e Requião?

Requião assinou desfiliação do MDB na segunda-feira (2/8), depois de 40 anos de permanência no partido

Reprodução

Daqui a pouco, por volta do meio dia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá receber em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), o ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião –recém-desfiliado do MDB–, que está à procura de uma nova legenda para se agasalhar e concorrer ao governo paranaense em 2022.

 

Requião assinou desfiliação do MDB na segunda-feira (02/08), depois de 40 anos de militância. Desde então, na semana, ele intensificou encontros e contatos com dirigentes partidário e organizações sociais de diversas matizes. Na noite de quarta (04/08), por exemplo, o ex-emedebista foi anfitrião do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e mandachuvas pedetistas locais no estado.

 

Mas o que esperar desse encontro entre Lula e Requião nesta quinta-feira?

Primeiro, é preciso o leitor saber quem estará na conversa de hoje, além de Lula e Requião.

 

Consta que irão filar um rango na casa do ex-presidente, também, o deputado Requião Filho (MDB); o deputado Arilson Chiorato, presidente do PT no Paraná; e a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR).

 

O ex-governador Requião tem até março para se filiar em uma nova agremiação. Ele deve valorizar ao máximo esse tempo para manter-se na mídia. Há um consenso da “Geringonça”, agrupamento de 16 siglas no Paraná, de apoiá-lo ao Palácio Iguaçu independentemente do rumo partidário que ele seguir.

 

Dito isso, Requião irá dizer a Lula que quer ajudá-lo a vencer em 2022 e que desejaria Ciro Gomes (PDT) na mesma chapa. Vai pleitear junto ao ex-presidente um programa de governo nacionalista, que privilegie o desenvolvimento e afaste os neoliberais do petista.

 

Uma das possibilidades que será discuta hoje é o ingresso de Requião no PSB, partido aliado do PT, tendo em vista a “ampliação” do palanque em apoio a Lula no Paraná. Seria a mesma fórmula adota em relação ao governador do Maranhão, Flávio Dino, e ao deputado Marcelo Freixo, pré-candidato ao governo do Rio.

 

Mas há controvérsia. Parte importante do PT defende a filiação de Requião e Requião Filho na agremiação. Dentre os que advogam essa tese está Arilson Chiorato, presidente do PT paranaense.

 

Quanto ao presidente Jair Bolsonaro, eles [Lula e Requião] deverão fazer a mesma leitura: o mandatário derreteu e dificilmente conseguirá disputar a reeleição em 2018.

 

 

 

 

(BlogdoEsmael) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 



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