Mês debate a importância do leite materno para os bebês e a necessidade da solidariedade
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| Rádio Brasil de Fato |
Agosto
Dourado é o mês de conscientização sobre a amamentação, iniciativa que surgiu
em 1991 através da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef). A data também trata dos problemas da
maternidade e o espaço das mães na sociedade.
Aqui
no DF, o governo lançou, no dia 2 de agosto, a campanha que acontece durante
todo o mês para falar sobre a importância da amamentação para a saúde e
desenvolvimento da criança. Na abertura da campanha, foram debatidos temas como
licença maternidade, licença paternidade, amamentação de mães com covid-19 e o
direito de amamentar em público.
De
acordo com a Secretaria de Atenção à Saúde do ministério, o aleitamento materno
aumenta o vínculo afetivo entre mãe e filho, protege a criança contra infecções
que podem levar à morte, evita a diarréia, diminui o risco de alergias,
hipertensão, colesterol alto, diabetes e reduz a chance de obesidade. Algumas
pesquisas indicam um melhor desenvolvimento cognitivo em crianças amamentadas,
mas os mecanismos envolvidos nessa associação ainda estão sendo analisados.
Estudos
também apontam vantagens da amamentação para as mães, como proteção contra o
câncer de mama, câncer de ovário, câncer de útero, osteoporose, hipertensão,
doença metabólica, artrite reumatoide, entre outras.
Em
janeiro e fevereiro de 2021, os estoques de leite do Banco de Leite Humano do
DF registraram uma queda preocupante em relação ao ano anterior, acredita-se
que devido ao receio das mães em sair de casa para doar durante a pandemia.
Por
este motivo, o banco realizou uma campanha para incentivar as doações, em março
deste ano, já que o leite materno é alimento diário de cerca de 250 bebês
internados.
Miriam
Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e do Banco de Leite
Humano do DF explicou: “O estoque de leite está um pouco melhor que no ano
passado, entretanto essa diferença vem caindo a cada mês. Então, a melhor forma
de balancear isso é incentivando as doações e divulgando informações sobre como
as mães podem fazer isso”.
Para
doar, basta fazer o cadastro prévio no Disque Saúde 160 – opção 4 -, no site do
Amamenta Brasília ou pelo aplicativo disponível em IOS e Android. Depois, a
equipe do Banco de Leite vai entrar em contato com a mãe para marcar o
procedimento em casa, com uma equipe de bombeiros.
Para
debater temas relacionados, o Agosto Dourado no DF vai realizar diversos
eventos virtuais e gratuitos no canal “Amamenta Brasília”, no YouTube, a partir
do dia 23. Alguns dos assuntos a serem abordados incluem a alimentação
complementar de bebês, direitos da mulher no parto e nascimento, uso seguro de
medicamentos, o papel da enfermagem na proteção do aleitamento materno.
“Eu
nasci prematura, de 27 semanas e fui salva pelo Banco de Leite. A minha mãe só
tinha 16 anos na época e eu não conseguia mamar nela. Agora que sou uma mulher
e também sou mãe, doar leite foi uma forma que eu vi de retribuir com o amor e
agradecer pelo leite que eu recebi quando era bebê”, relatou Amanda Kelly, que
foi doadora do Banco de Leite por 4 meses.
A
pedagoga de 24 anos e moradora da Região administrativa de Planaltina deu à luz
ao Kauan no ano passado, durante a pandemia da covid-19. Ela explicou que ficou
feliz em doar uma boa quantidade de leite ao banco pois sofreu de
hiperlactação, que acontece quando a mulher tem produção excessiva de leite
materno.
Ela
contou que sentiu muita sensibilidade nos seios no início da amamentação,
chegando a ter sangramentos, mas fez questão de não desistir do processo.
Atualmente o Kauan tem 1 ano e 2 meses e ainda mama no peito da mãe. “Tive
alguns rachamentos nos seios e foi muito difícil, sabe? Porque a mulher já fica
fragilizada com o parto, e a hora de amamentar traz muita ansiedade”, contou
Amanda.
Luana
Lyra, jovem brasiliense de 22 anos, também deu à luz durante a pandemia. A mãe
de Murilo – um bebê de 10 meses – viveu uma experiência diferente na fase de
amamentação: “Ele não pegou meu peito, pois tenho o mamilo invertido. Uma
enfermeira que me atendeu no hospital foi quem me ajudou a fazer o Murilo mamar
com o leite da translactação que realizamos. Só podíamos receber alta depois
que ele estivesse se alimentando corretamente e com segurança”.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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