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Presidente do Flamengo e mais quatro pessoas são denunciados pelo MPDFT por gestão fraudulenta

Os cinco acusados teriam pego fundos de investimento da Funcef (aposentados da Caixa), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil)

Foto IG Esporte

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e outras quatro pessoas foram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por crime de gestão fraudulenta nesta terça-feira, 27. Os cinco acusados teriam pego fundos de investimento da Funcef (aposentados da Caixa), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil) e atuado em uma operação financeira que teria causado prejuízo de R$ 100 milhões.

 

A operação aconteceu entre 2011 e 2016, na ocasião, Luiz Rodolfo Landim Machado, Nelson José Guitti Guimarães, Demian Fiocca, Geoffrey David Cleaver e Gustavo Henrique Lins Peixoto eram representantes das empresas Maré Investimentos e Mantiq, junto aos diretores dos fundos de pensão. Essas instituições foram as gestoras do FIP Brasil Petróleo 1, o fundo que recebeu os recursos aplicados pela Funcef, Petros e Previ. A investigação faz parte da Operação Greenfield, da Procuradoria da República, que apura prejuízos milionários aos fundos de pensão.

 

A Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) é o órgão que fiscaliza os fundos de pensão e foi responsável por realizar os cálculos que apontaram o prejuízo. De acordo com o órgão, a Funcef investiu R$ 102 milhões no FIP Brasil Petróleo 1 e teve prejuízo de R$ 92 milhões; a Petros também investiu R$ 102 mi e teve perda de R$ 92 mi; já a Previ investiu R$ 76 milhões, pendendo R$ 69 milhões.

 

Esses recursos foram destinados a empresa Deepflex, nos Estados Unidos, pelo FIP Brasil Petróleo 1, em uma manobra ilegal que, segundo a acusação, foi feita com o aval de Landim, que na ocasião integrava o comitê gestor do fundo. O movimento é proibido pelo regulamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Após o recebimento dos recursos, a a Deepflex declarou falência e todo o recurso financeiro que havia recebido desapareceu, de acordo com a denúncia.

 

Ainda de acordo com a denúncia, o envio de recursos a Deepflex foi possível graças a criação das companhias brasileiras Brasil Petróleo e Participações SA e Deepflex do Brasil, que atuaram como veículos de fachada, encobrindo o objetivo de aplicar na Deepflex. O dinheiro era enviado para as empresas nacional, que repassavam para o exterior.

 

O procurador Anselmo Lopes, frisou a ilegalidade da manobra feita ao destinar recursos a uma empresa no exterior. “Por todo o exposto, conclui-se que os acusados Luiz Rodolfo Landim Machado, Demian Fiocca, Nelson José Guitti Guimarães, Geoffrey David Cleaver e Gustavo Peixoto concorreram, conjuntamente, para a prática do crime previsto no art 4º, caput, da Lei 7.492/1986, ao atuarem ardilosamente para permitir o investimento em empresa estrangeira”, a denúncia foi enviada à 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

 

Se julgados e condenados, os acusados podem pegar pena de reclusão de três a doze anos e multa. Porém, o MPF ofereceu a possibilidade de um acordo de não persecução penal, onde os acusados confessariam o crime e pagariam uma multa, no entrando ao fim do prazo estabelecido, o órgão não recebeu resposta.

 

Além disso, o MP afirmou que autoridades suíças suspeitam de lavagem de dinheiro realizado por meio de uma conta no nome de Rodolfo no banco Credit Suisse, criada em 2008 e fechada em 2012. O caso foi encaminhado a Polícia Federal.

 

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 



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