Segundo Bolsonaro, Ramos é “insignificante” e atropelou o Regimento Interno da Câmara para não permitir que votassem em separado
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| Foto Adriano Machado |
O presidente Jair Bolsonaro voltou a
criticar, durante encontro com apoiadores na manhã desta segunda-feira, 19, a
aprovação de R$ 5,7 bilhões incluídos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
para o fundo eleitoral de 2022. Bolsonaro também reforçou ataques ao deputado
Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara e quem presidiu a sessão que
aprovou o texto da LDO.
Segundo Bolsonaro, Ramos é
“insignificante” e atropelou o Regimento Interno da Câmara para não permitir
que votassem em separado o dispositivo (destaque) sobre aumentar o fundão
eleitoral. “Agora cai para mim, sancionar ou vetar. Tenho 15 dias úteis para
decidir”, completou o presidente.
O fato é que houve, sim, votação do
destaque apresentado pelo Novo, durante a sessão presidida por Ramos. Naquele
momento, apenas quatro partidos se manifestaram a favor do pleito, ou seja, a
proposta foi rejeitada pelos demais partidos.
No domingo, 18, na saída do Hospital
Vila Nova Star, o presidente havia indicado que poderia vetar a mudança. Logo
após ter alta médica e deixar o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o
presidente procurou minimizar a cobrança sobre parlamentares bolsonaristas que
endossaram o acréscimo de dinheiro público para as eleições do ano que vem.
“Que covardia da mídia, nós aprovamos
a LDO no ano passado. Tem que aprovar a LDO para a gente dar prosseguimento ao
Orçamento. Agora, no meio da LDO, o relator botou lá quase R$ 6 bilhões para o
fundo partidário. Covardia da mídia. Pegaram o nome dos deputados que votaram a
LDO: ‘Olha, eles votaram para aumentar o fundão'”, afirmou o presidente.
Segundo Bolsonaro, o PT, que orientou e votou contra a lei de diretrizes
orçamentárias, o fez porque quer inviabilizar o governo.
No primeiro encontro com apoiadores na
saída do Palácio da Alvorada após a hospitalar, Bolsonaro aproveitou a ocasião
para renovar suas críticas a governadores e, ao falar sobre a pandemia, voltou
a mencionar o governador paulista João Doria (PSDB), que, na última semana,
anunciou que foi reinfectado com covid-19, apesar de estar vacinado com duas
doses da Coronavac.
Bolsonaro, que já havia atacado o
imunizante, não comentou sobre sua eficácia, mas aproveitou o caso para
reavivar uma de suas antigas falas contra a doença. “É uma chuva, tem que
enfrentar”.
Doria testou positivo para covid na
última quinta-feira, 15, e desde então tem cumprido os trabalhos a frente do
governo de forma virtual. Ao testar positivo, o governador afirmou estar
sentindo apenas os sintomas leves da doença, a atribuiu seu quadro à vacina.
Bolsonaro também governadores para se
esquivar de críticas sobre o recorrente aumento no preço de combustíveis
ocorrido neste ano. O presidente voltou a criticar a autonomia de governadores
para definir o ICMS, que é estadual, sobre combustíveis. Ele tenta aprovar no
Congresso uma proposta de padronizar a cobrança do tributo, mas o projeto segue
sem ser pautado. “Pra que leis? Não se cumprem?”, questionou. De acordo com
Bolsonaro, uma emenda constitucional de 2001 prevê que o ICMS seja cobrado de
forma única e nominal para cada combustível, não de forma porcentual, como
acontece hoje em dia.
No encontro, Bolsonaro voltou a
atribuir aumentos de arroz, feijão e gás de cozinha às medidas restritivas
adotadas por dirigentes estaduais para tentar conter a disseminação covid-19.
O presidente permanece sem compromisso
na agenda oficial e disse que passaria o dia em conversas com ministros.
Bolsonaro recebeu alta neste domingo, 18, após apresentar um quadro de
obstrução intestinal e passar quatro dias internado no Hospital Vila Nova Star,
na Zona Sul de São Paulo.
(Estadão)
www.jornalaguaslindas.com.br
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