Presidente da República foi a Anápolis (GO) nesta quarta-feira (9/6) e acompanhou um culto evangélico
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| Foto Rafaela Felicciano |
O
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a questionar, nesta
quarta-feira (9/6), o número total de mortos pelo novo coronavírus no Brasil em 2020, que foi de 194.976
óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde. O Tribunal de Contas da União
(TCU) foi novamente apresentado como fonte da informação pelo presidente da
República, apesar de o órgão ter negado ter produzido a
informação.
Na verdade, o número
divulgado em algumas redes sociais foi uma iniciativa pessoal de um
servidor do órgão, filho de um amigo de Bolsonaro.
“Tive acesso a dois acórdãos
do TCU e dizia o TCU que a metodologia para enviar recurso aos estados,
levando-se em conta a incidência do Covid, poderia suscitar a prática
indesejável de um superdirecionamento”, discursou o presidente no interior de
Goiás.
“Trabalhei em cima daquilo e
apareceu uma tabela. Só me equivoquei quando troquei acórdão por tabela”,
afirmou Bolsonaro. “A tabela que não foi feita por mim, mas por gente que está
do meu lado”, completou, sem citar o nome do servidor Alexandre Marques, que foi afastado de suas
funções pela presidência da Corte nesta quarta.
Bolsonaro disse que o número
de mortos em 2020, tirando os quase 200 mil óbitos por Covid, teria crescimento
negativo em relação a 2019, mas não apresentou os números.
O presidente usou a história
para voltar a defender a cloroquina, remédio sem eficácia comprovada contra a
Covid-19. “Talvez eu seja o único chefe de Estado no mundo que fala isso. Será
que o único certo? Para acertar na Mega Sena, alguns acertam sozinhos”, disse.
“Se retirarmos as possíveis
fraudes, teremos, em 2020, o Brasil como o país de menor número de mortos por
milhão de habitantes por causa de Covid. Que milagre é esse? É o tratamento
precoce. Quem aqui tomou hidroxicloroquina?”, questionou ele a uma plateia de
voluntários. Alguns levantaram o braço e Bolsonaro disse: “Quer prova maior do
que essa?”.
Discursando durante culto em
Anápolis, Bolsonaro reafirmou que houve fraude eleitoral em 2018 e contou seu
pensamento após ser eleito presidente da República: “Não sabia o que fazer, era
como uma criança que ganhou uma bicicleta e não sabe andar”. O
presidente da República participa de um culto evangélico em Anápolis, no
interior de Goiás, nesta quarta. No evento, foi louvado por diferentes líderes
religiosos como “escolhido por Deus” para comandar o Brasil. O culto ocorreu na
igreja Church In Connection. Falando aos
fiéis, o presidente em mais de um momento criticou os governos do PT. Bolsonaro
disse que decidiu se candidatar à presidência após a reeleição de Dilma
Rousseff, em 2014. “Família tava em terceiro plano, compromisso com a moral era
quase zero, economia tava um desastre”, disse ele. A ida de Bolsonaro ao evento
religioso foi articulada pelo deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO), ex-líder do
governo na Câmara.
O ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, também participou da viagem.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br |



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