Em fuga há 14 dias, o criminoso é suspeito de matar uma família no DF e balear outras cinco pessoas numa série de assaltos em chácaras
![]() |
| Foto |
Pessoas
ligadas a Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, entraram em contato com um advogado criminalista do
Distrito Federal para tentar intermediar a rendição do foragido à Polícia Civil
do DF (PCDF). Em fuga há 14 dias, o criminoso é suspeito de matar uma família
na capital do país e balear outras cinco pessoas numa série de assaltos em
chácaras no DF e em Goiás.
Em entrevista,
o criminalista assegurou que foi abordado por um grupo religioso que estaria
auxiliando Lázaro. “Me especularam se eu tinha condições de garantir a
integridade física dele”, afirmou o defensor, que pediu para não ser
identificado.
O advogado não ficou com o
caso, mas ressaltou que Lázaro poderia ter escapado do cerco policial, que
conta com 270 agentes, e estaria escondido em outro município goiano.
O cerco ao autor da chacina
que aterrorizou moradores da região do Incra 9, em Ceilândia, e de Cocalzinho
(GO) dura 14 dias. No período, Lázaro
trocou tiros duas vezes com a polícia e também com um caseiro de uma chácara em
Areia Branca.
Nesse tempo, participaram da
força-tarefa policiais federais de Goiás e do Distrito Federal. Na BR-070, a
Polícia Rodoviária Federal (PRF) seguiu com os bloqueios e as revistas de
veículos.
O funcionário da chácara
teria atirado mais de oito vezes contra Lázaro, que conseguiu fugir. Não se sabe
se ele foi atingido. Um grande efetivo policial foi deslocado para a região,
apertando o cerco contra o foragido.
Lázaro teria pedido comida, e o caseiro não quis dar. Ele, então, efetuou disparos contra a janela da chácara, e o funcionário revidou. O caseiro não ficou ferido.
Lázaro é suspeito de matar
Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo
Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos,
esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas. O crime ocorreu na madrugada de 8
de junho, no Incra 9, em Ceilândia.
O corpo de Cleonice foi
encontrado dias depois, em um matagal. O cadáver estava sem roupa e com um
corte nas nádegas, em uma zona de mata perto da BR-070.
Desde que matou a família
Vidal, Lázaro escapou do cerco policial e invadiu propriedades, fazendo novas
vítimas. Ainda no Incra 9, em Ceilândia, ele entrou em outras duas
propriedades. Obrigou os chacareiros a cozinhar para ele e, até, fumar maconha.
Sempre agressivo, chegou a roubar e incendiar um carro, próximo a Cocalzinho.
No sábado (12/6), ele
invadiu a fazenda da família de um soldado do 8⁰ BPM, próximo à Lagoa Samuel.
Ele fez o caseiro refém, quebrou tudo, bebeu e fumou maconha. Também obrigou o
funcionário a consumir a droga.
Segundo a corporação, o
soldado chegou à propriedade, no início da noite, foi até a cancela e,
provavelmente, ao abri-la, o homem fugiu, levando o caseiro como refém.
O criminoso seguiu para a
fazenda ao lado, a cerca de 700m, e baleou três homens. Havia no local uma
mulher e uma criança. Testemunhas informaram que o suspeito da chacina
colocaria fogo na casa e não o fez por causa das vítimas.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.