Presidente afirmou que medicamentos do Kit Covid não matam, "salvam vidas". Remédios não têm eficácia comprovada contra Covid-19
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| Foto Igo Estrela |
O
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender, nesta
sexta-feira (18/6), o chamado “tratamento precoce”, que consiste no uso de medicamentos sem eficácia
comprovada cientificamente contra a Covid-19.
Durante cerimônia de
liberação da pavimentação da rodovia Transamazônica (BR-230/PA), o chefe do
Executivo orientou que quem, porventura, estivesse com “problemas” relacionados
à doença, deveria procurar um médico para iniciar o tratamento.
Em sua fala, o presidente
repetiu ter tomado hidroxicloroquina quando foi diagnosticado com o novo
coronavírus e que o Kit Covid não mata: “Pelo contrário, salva vidas”, disse.
Não há comprovação de remédios que atuem contra o vírus. O Brasil se aproxima
da marca de 500 mil mortes em razão da pandemia. “Recomendo
àqueles que, porventura, tenham problemas com a Covid, procurem o seu médico
para o tratamento precoce. Dizer para vocês que, eu, lá atrás, tomei
hidroxicloroquina, assim como muitos tomaram ivermectina. Isso não mata
ninguém. Vocês, nessa região, sabem o que é malária e tomam esse medicamento.
Ninguém morreu por causa disso. Muito pelo contrário, salva vidas”, declarou. Bolsonaro também criticou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado
Federal, que investiga ações e omissões do governo federal no enfrentamento à
pandemia. Nesta sexta, o relator do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou uma lista com
14 nomes que serão investigados pelos senadores.
“Não vai ser uma CPI da
mentira, uma CPI onde não busca a verdade, uma CPI que se ilude achando que vai
derrubar o governo federal… Um presidente da República que nunca se furtou do
seu dever de decidir. Nós sempre dissemos: pior que uma decisão mal tomada, é
uma indecisão. Não ficamos indecisos em momento algum”, disse o presidente.
Durante o evento desta
sexta, o presidente Jair Bolsonaro também voltou a falar que, ao deixar o
mandato, entregará um país “muito melhor” do que aquele que recebeu em 2019.
“Todos nós queremos apenas
uma coisa: entregar, no futuro, o comando desse país a uma pessoa que seja
semelhante a nós — de direita; conservadora; que respeita a família; que
respeita os seus militares; e, acima de tudo, deve lealdade ao seu povo”,
afirmou Bolsonaro.
O mandatário do país ainda
criticou governadores por adotarem medidas de enfrentamento à pandemia.
Bolsonaro é contra o que chama de “política do fecha tudo”. Segundo ele, esses
governadores têm um lugar reservado no “ostracismo”. “Aqueles
governadores que fecharam o comércio, aqueles governadores que decretaram toque
de recolher, que impediram vocês de trabalhar, a história reserva um local no
ostracismo para esses políticos. O governo federal, eu, Jair Bolsonaro, não
fechei um butiquim sequer, porque sei da necessidade de vocês levarem o
sustento para dentro de casa”, prosseguiu. (Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br |



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