Relator da CPI da Covid criticou as tentativas da base aliada do governo Bolsonaro em obstruir sessões do colegiado com questões de ordem
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| Foto Igo Estrela |
O relator
da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), rebateu, nesta quinta-feira
(20/5), as críticas da base aliada do governo federal de que o colegiado já
“começou desacreditado” e que a relatoria trabalha para “incriminar” o
presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A
jornalistas, o senador falou, após a sessão de depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que a postura dos governistas em obstruir as
audiências é “lamentável”, mas procurou minimizar: “Primeiro, não há briga
[entre oposição e aliados]; segundo, não atrapalhará”, disse. “É
lamentável que pessoas mais ligadas ao governo estejam tentando mudar o rumo da
CPI. Mas não passarão e nós chegaremos lá”, completou. O
relator voltou a criticar o depoimento de Pazuello. De acordo com Renan, o
general “negou o negacionismo”.
“No duro: o depoimento foi o negacionismo do negacionismo,
como se fosse possível contrariar os fatos. Mesmo cumprindo missão, negar o
óbvio não é fácil. Está comprovado, confessado, publicado e testemunhado e,
mesmo assim, negou-se aqui tudo isso”, avaliou.
Mais
cedo, o emedebista ironizou as sucessivas “contradições e inverdades” do
ex-ministro na comissão, dizendo que se tratava de “uma nova cepa [do vírus]: a
negação do negacionismo”.
Renan
vai apresentar requerimento para a CPI contratar uma agência de checagem para
fazer “a varredura das inverdades” dos depoentes. O pedido deve ser apreciado
na próxima quarta-feira (26/5).
Pazuello
foi o oitavo depoente do colegiado. Antes deles, os senadores ouviram os
ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e atual chefe da Saúde,
Marcelo Queiroga.
O
ex-chanceler Ernesto Araújo, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina,
Carlos Murillo, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten
e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres também prestaram depoimento.
A
CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo
federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise
sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades
em repasses federais a estados e municípios.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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