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Renan diz que estratégia de Pazuello é “uma burrice inominável”

Relator da CPI da Covid afirmou que ex-ministro da Saúde "bateu recorde" de mentiras ditas ao colegiado

Foto Rafaela Felicciano

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), voltou a criticar a estratégia adotada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em depoimento. Segundo o senador, o general tenta blindar o governo federal e, por isso, acaba entrando em contradição.

 

“Quero deixar claro que à medida que Pazuello divagava e não respondia o que era especificamente perguntado, ele procurava encobrir algumas verdades”, disse.

 

Calheiros classificou a estratégia do general de “burrice inominável”. “Não dá para, permanentemente, encobrir essas verdades. Chegou a negar o que falou publicamente. Acho que foi de uma burrice inominável”, disparou.

 

Aos jornalistas, antes de entrar para a segunda parte do depoimento do ex-ministro, o senador disse que Pazuello “bateu recorde” de mentiras no colegiado. Ele prometeu anunciar, na sessão, quantas mentiras teriam sido supostamente contadas pelo depoente.

 

O relator descartou a possibilidade da CPI promover acareações entre os depoentes. O procedimento consiste na confrontação de duas ou mais testemunhas entre si e ocorre quando os depoimentos são considerados pouco esclarecedores.

 

“Se fossemos fazer acareação, precisaremos fazer mais de 12, 13 acareações. Só faríamos isso”, explicou defendendo que o procedimento seria pouco produtivo para o colegiado.

 

Pazuello é o oitavo depoente do colegiado. Ele chegou a ser ouvido nessa quarta (19/5), mas em função do alongamento da oitiva, a sessão foi suspensa e remarcada para esta quinta (20/5). Antes deles, os senadores ouviram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

 

O ex-chanceler Ernesto Araújo, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também prestaram depoimento.

 

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

 

 

 

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 



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