A justiça italiana confirmou nesta sexta-feira, 14, a condenação de dois anos, dois meses e 20 dias de prisão imposta pelo crime
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| Foto Diário do Centro do Mundo Ilustrativa |
Enquanto andava pelo estacionamento de
um supermercado na Itália, um pedestre percebeu uma movimentação suspeita em um
dos carros estacionados. Ao se aproximar, se deu conta do abuso cometido pelo ex-padre
Paolo Glaentzer, autuado em 23 de julho de 2018 por abusar de uma menina de
apenas 10 anos em Parto, arredores de Florença, centro-norte da Itália. O
pedestre puxou a garota de dentro do carro. A justiça italiana confirmou nesta
sexta-feira, 14, a condenação de dois anos, dois meses e 20 dias de prisão
imposta pelo crime.
Em junho de 2020, juízes de mérito
estabeleceram uma sentença em primeira instância ao ex-padre, pelo Juiz de
Audiências Preliminares (GUP) de Prato. A atual decisão da Corte confirma a
sentença posterior, determinada pelo Tribunal de Recurso de Florença, quando os
juízes de mérito reduziram pela metade a primeira pena proferida pelo GUP.
Além da condenação, o religioso terá
que pagar uma indenização por danos de 50 mil euros para a vítima do abuso e
uma quantia de 2,5 mil euros para cada genitor, além de um valor por dano
complexivo a ser determinado em processo cível. (ANSA)
Glaentzer era padre em uma igreja da
diocese de Florença, na divisa com a província de Prato, e foi colocado em
regime de prisão domiciliar, no qual permanece até hoje. No dia em que foi
flagrado, o abuso atraiu a atenção de moradores, e o ex-padre esteve à beira de
ser linchado, mas a polícia interveio e o prendeu em flagrante, sob a acusação
de violência sexual agravada. Logo depois do episódio, ele foi dispensado do
clero pelo papa Francisco.
“A decisão desta noite do Tribunal de
Cassação colocou um ponto final na apuração da responsabilidade penal do réu
pelos gravíssimos atos cometidos contra a menor”, afirmaram os advogados dos
pais da menina, Francesco Stefani e Fabio Generini.
(J.Br)
www.jornalaguaslindas.com.br
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