Foram 6 latrocínios consumados e 38 tentados durante o período. Categoria vem pedindo maior atenção do GDF para a segurança nas corridas
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| Foto Casa Civil/Goiás |
Quatro
motoristas de aplicativo são vítimas de roubo com restrição de liberdade por
mês no Distrito Federal. Um levantamento feito pela Polícia Civil (PCDF), a pedido do sindicato da categoria (Sindmaap), aponta que um total de 214 crimes dessa natureza
– mais conhecidos como sequestros-relâmpago – foram registrados desde 2017 até
meados de abril deste ano.
O estudo
também inclui o número de latrocínios. Ao todo, no mesmo período, seis roubos
seguidos de morte vitimaram motoristas de aplicativos no DF. Foram registrados
ainda mais 36 casos de tentativa de latrocínio contra profissionais da área. Para o
presidente do Sindicato dos Motoristas Autônomos de Transporte Privado
Individual por Aplicativos no DF (Sindmaap), Marcelo Rodrigues Chaves, o alto
número de ocorrência graves é reflexo da não-implantação de reivindicações
antigas da categoria. “O reconhecimento facial para passageiros, por exemplo, é
algo primordial. Foi colocado na lei aprovada em 2020, mas está lá como
opcional. Precisa ser obrigatório, igual funciona para motoristas”, explica.
Outra necessidade
considerada urgente pela categoria, que também está prevista na lei em vigor
desde o ano passado, é a implementação de uma central de monitoramento das
viagens. “Lá mesmo no sindicato a gente tem isso com os filiados. Tenho uma TV
no meu escritório que vai acompanhando. Estamos lutando para que isso ocorra
com todas as corridas aqui no DF”, comenta Marcelo.
As estatísticas apontam que
houve uma redução dos crimes registrados em 2020, em comparação com 2019, mas o
presidente do do Sindmaap afirma que isso se deve à pandemia da Covid-19.
“Eram menos passageiros e motoristas nas ruas. Com menos movimento, esses casos
caem também.”
Para Marcelo, havendo um
maior acompanhamento do Poder Público, a tendência é que latrocínios e roubos
com restrição de liberdade tenham um ponto final. “Eu acho que seria bom só se
não tivéssemos nenhum caso. Não era para estar assim se mais atitudes fossem
tomadas [pela segurança dos profissionais]”, argumenta.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) afirma
que são realizadas reuniões constantes com representantes das empresas de aplicativos
e das categorias profissionais “com o objetivo de discutir soluções para
reduzir a vulnerabilidade dos profissionais e passageiros, e melhorar a
segurança de quem utiliza esse serviço”.
Dentre
as medidas tratadas nos encontros, a SSP destaca a opção de restrição aos
pagamentos em dinheiro e a possibilidade de
pré-visualização do destino por parte do operador. Além disso, a
pasta afirma ter fortalecido os canais de comunicação junto às empresas.
Outro ponto que a secretaria
destaca é a realização de blitze pela Polícia Militar (PMDF) em
lugares estratégicos e não divulgados previamente. “Nessas ocasiões, todas as
pessoas presentes nos veículos identificados como de transporte de passageiros
com o uso de aplicativos são revistadas para garantir a segurança da categoria
e da população”.
Procurada, a 99 informou estar aberta “ao diálogo com motoristas
parceiros e Poder Público para construir soluções benéficas e que aprimorem a
segurança da plataforma”.
Segundo a nota, é feito um
investimentos contínuo para a proteção de motoristas antes, durante e depois
das corridas, com sistemas preventivos, ferramentas de proteção e atendimento
imediato. “No ano passado, a empresa investiu de R$35 milhões para oferecer,
cada vez mais, segurança aos motoristas parceiros e, com isso, reduziu em 29%
as ocorrências graves, como roubos e sequestros, por milhão de corridas, em
todo o país”.
Já a Uber disse que “está sempre avaliando e estudando novas
medidas que possam contribuir com a segurança de seus usuários e motoristas
parceiros”. Entre as ações citadas pela empresa estão o recurso de checagem de
documentos de usuários, a informação ao motorista sobre a opção de pagamento em
dinheiro, o impedimento de viagens potencialmente arriscadas e a possibilidade
de o prestador de serviço recusar a viagem caso se sinta inseguro.
Há ainda o botão “Recursos
de Segurança”, que permite o compartilhamento de localização e o tempo de
chegada em tempo real com quem desejarem. Também é possível acionar o recurso
de gravação de áudio e relatar um incidente à Uber.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br |



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