Os outros casos correspondem a vítimas de civis e agressores desconhecidos, uma pessoa morreu de causas naturais devido a doença cardíaca
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| Foto Roma News |
Milhares de manifestantes voltaram às
ruas em diversas cidades da Colômbia nesta quarta-feira, 5, no início da
segunda greve nacional em protesto contra o governo do presidente Iván Duque,
após uma semana de intensas manifestações, bloqueios de estradas e violência
com dezenas de vítimas.
O número de mortos no período é de 24,
segundo a Defensoria do Povo, que disse que em 11 casos a polícia seria a
responsável. Os outros casos correspondem a vítimas de civis e agressores
desconhecidos, enquanto uma pessoa morreu de causas naturais, presumivelmente
devido a uma doença cardíaca. O documento inclui informações sobre a identidade
dos mortos e as circunstâncias nas quais morreram.
A cena dos bloqueios
e protestos nesta quarta contrastou com o vivido em Bogotá entre a noite de
terça-feira e o início da madrugada desta quarta, em que 23 delegacias foram
atacadas no meio das manifestações, uma das quais foi incendiada com dez
agentes dentro, distúrbios que deixaram feridos 72 civis e 19 policiais.
Diante da situação, a prefeita da
capital colombiana solicitou auxílio do Ministério da Defesa para garantir a
segurança de 2 825 pessoas privadas de liberdade em centros de detenção. Apesar
do pedido, Claudia López garantiu que não vai militarizar a cidade, mantendo a
segurança pública por meio dos agentes destinados a cumprir a função.
Os atos desta quarta começaram pela
manhã em Bogotá, Barranquilla, Bucaramanga, Cali e outras capitais regionais,
entre cânticos, bandeiras nas cores da Colômbia e brancas. “Chega de impostos”,
“Saúde e educação” e “Estão nos matando de fome” foram alguns dos cartazes
expostos por grupos de manifestantes em Suba, região de Bogotá.
Em Barranquilla, milhares de
manifestantes vestindo camisas da seleção colombiana tomaram as principais vias
se dirigindo à rua central de La Paz. Os comerciantes no centro desta cidade
também organizaram uma manifestação para combater o vandalismo nos protestos
contra os saques e outros atos de vandalismo que sofreram na semana passada.
Enquanto isso, em Bucaramanga, capital
do Departamento (Estado) de Santander, as pessoas foram cedo para as ruas e a
avenida que liga ao município de Floridablanca ficou lotada devido a uma
caravana de carros com bandeiras colombianas.
Em Cali, os bloqueios formados desde
terça-feira começam a impactar a vida cotidiana. Em alguns bairros começa a
faltar gasolina. A cidade está militarizada e registrou as piores cenas de
confrontos entre manifestantes e policiais ou militares.
O governo insiste que grupos armados
ilegais são os instigadores da violência, ao mesmo tempo em que não explica o
uso desproporcional das forças de segurança. Os exageros vêm sendo denunciados
por organizações internacionais como as Nações Unidas, a União Europeia e a
Anistia Internacional.
Nesta quarta, o governo Duque ofereceu
uma recompensa – 10 milhões de pesos (cerca de R$ 14 mil) – para quem fornecer
informações que levem à prisão dos responsáveis pelos “atos de violência” nas
manifestações. Em um comunicado, Duque abordou a mobilização, que acontece em
diferentes cidades do país, mas principalmente em Cali e na capital, Bogotá.
Nele, o líder conservador anunciou a estratégia para combater o vandalismo nos
protestos. (Com agências internacionais)
(Estadão Conteúdo) www.jornalaguaslindas.com.br
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