A CPI foi instaurada após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, determinar na última quinta-feira (8) a instalação do processo de investigação
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| Foto Senado Federal |
O presidente do Senado Federal,
Rodrigo Pacheco (Democratas), instaurou nesta terça-feira (13) o rito de
abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. O processo vai
analisar a conduta do Governo Federal quanto às medidas adotadas para o
enfrentamento da pandemia.
A CPI foi instaurada após o ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, determinar na última
quinta-feira (8) a instalação do processo de investigação.
Em sua fala, Pacheco destacou a
gravidade da situação vivida no Brasil. Segundo ele, a população espera uma
resposta rápida dos governantes quanto a imunização da sociedade.
Além disso, o presidente do Senado
relatou que a medida é uma maneira de garantir que doses de vacinas sejam
asseguradas para a população brasileira. Por fim, Pacheco frisou a importância
das parcerias feitas com universidades e laboratórios para a produção de mais
medicamentos, pois a quantidade atual não é suficiente para vacinar todos os
cidadãos.
Responsável pelo pedido de abertura da
CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede), relatou que o processo de vacinação
está lenta no Brasil e que o término desse processo tende a se extender até o
final de 2022, quando termina o mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem
partido).
“Na prática, a questão de ordem
apresentada inviabiliza o funcionamento dessa CPI enquanto durar a pandemia.
Talvez até enquanto durar esse governo, porque eu espero que a imunização
avance no Brasil, mas, na velocidade que ela está hoje, nos só teremos vacinado
todas as pessoas adultas em uma hipótese otimista, até dezembro ou janeiro do
ano que vem. Isso em uma hipótese otimista. Ou seja, na prática isso
inviabiliza”, disse Randolfe.
Presente na comissão, o líder do
governo no Senado, Eduardo Gomes alerta que o momento não é de trabalho
presencial.
“Não dá para negociar com qualquer
outra possibilidade, em sendo presencial o funcionamento desta CPI, que a gente
tenha um ambiente de trabalho para funcionários tercerizados e jornalistas que
precisem trabalhar no plenário.”, frisou o parlamentar.
Em seu pronunciamento, o senador
Eduardo Girão (Podemos), alegou que o pedido de abertura de CPI cumpre todos os
requisitos para a sua instalação, além de ser realizada de maneira mais ampla e
justa.
Contrário à abertura da comissão de
investigação, o parlamentar Plínio Valério (PSDB) disse que não reconhece a
decisão tomada pelo STF.
“Não reconheço no Supremo Tribunal a
legitimidade de mandar no Senado. A decisão do impensada e monocrático do
ministro Barroso. Somente neste ano, 15.681 decisões proferidas pelo STF, sendo
86% de forma monocrática. Este é o Supremo que acha que pode mandar no Senado”,
alegou Plínio.
O senador Fernando
Bezerra (MDB), destacou que o pedido de Randolfe Rodrigues teve 34 assinaturas
e resultou em uma decisão monocrática da abertura da CPI.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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