Ronaldo de Oliveira era procurado pela Polícia Civil do DF desde abril de 2019, quando fugiu após ter mandado de prisão preventiva expedido
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| Foto reprodução |
Foragido da
Justiça do Distrito Federal e com mandado de prisão preventiva a ser cumprido desde abril de 2019, o
empresário Ronaldo de Oliveira foi detido nesta segunda-feira (12/4) por
policiais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), na cidade goiana de
Niquelândia.
Ele é um
dos investigados na Operação Trickster, da Polícia Civil (PCDF), que apura esquema criminoso no qual R$ 1 bilhão teria sido
desviado por meio de fraudes no sistema de bilhetagem
eletrônica do extinto Transporte Urbano do DF (DFTrans). De acordo
com informações da PMGO, equipes locais receberam informações de que o
empresário circulava pelo povoado de Buriti Alto, próximo ao município de
Mimoso, onde Oliveira seria dono de um posto de gasolina. O local, segundo os
militares, era estratégico, pois facilitava uma possível fuga para diferentes
unidades da Federação, como Bahia, Tocantins ou mesmo o DF Após uma
série de buscas, os policiais localizaram uma caminhonete Hilux vermelha usada
por Oliveira para circular pela região. Ele foi abordado pelos homens do GPT,
que confirmaram o mandado de prisão em aberto por corrupção contra a
administração pública e associação criminosa. A
Coordenação de Repressão a Fraudes (Corf) da PCDF pediu à Justiça goiana o
recambiamento do preso para o DF, onde responderá criminalmente pelo esquema
desbaratado na Operação Trickster. Em abril de 2018, a prisão
de Ronaldo e da companheira dele, Soraya, foi pedida pela polícia e concedida
pela Justiça, após investigadores terem confirmado que o casal pagava propina
para o então responsável pela unidade de controle de bilhetagem automática do
DFTrans, Harumy Tomonori. Ele foi detido em 23 de março de 2018 em mais um
desdobramento da Trickster.
Em depoimento, Harumy
confessou que, mensalmente, recebia entre R$ 10 mil e R$ 15 mil a fim de
agilizar processos, pagamentos e fazer vista grossa diante de irregularidades e
fraudes cometidas pelas empresas de Ronaldo e Soraya.
Entre as falcatruas, estava
o fato de as empresas descarregarem cartões estudantis de alunos do Entorno do
DF como se fossem da rede pública de ensino do DF. Imagens
obtidas flagraram Harumy deixando uma das empresas do casal com dinheiro pago
em forma de propina. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão,
os agentes encontraram um envelope semelhante na casa de Harumy com cerca de R$
12 mil.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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