A apoiadores, presidente citou consequências negativas para população que está sem trabalho fazendo isolamento em casa
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| Foto Igo Estrela |
O
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) questionou, nesta terça-feira
(23/3), as novas medidas restritivas adotadas em Niterói (RJ) para conter o
avanço do novo coronavírus. Os prefeitos do Rio, Eduardo Paes (DEM), e de
Niterói, Axel Grael (PDT), seguiram as recomendações dos comitês científicos
dos dois municípios e decidiram deixar apenas os serviços essenciais
funcionando.
Com
a nova decisão, bares, restaurantes, shoppings, universidades, escolas, creches
públicas e particulares deverão estar fechados até, em princípio, o dia 4 de
abril. As medidas entram em vigor na sexta-feira (26/3). “Fecharam tudo em Niterói ontem? Fecharam pra quê?”, questionou Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. A fala do presidente foi em resposta a um apoiador que disse ser da cidade e afirmou que estão “dificultando um pouco mais as coisas”. Citando uma reportagem do Jornal da Record sobre o aumento da fome, Bolsonaro abordou consequências econômicas negativas para quem está em casa fazendo isolamento social. Desde o início da pandemia, o chefe do Executivo federal é crítico de medidas de restrição de circulação. “Tem uma matéria, acho que é Record, de ontem à noite. Quero parabenizar, né? Cinco minutos mostrando quem está em casa, o que está acontecendo. O pessoal mais pobre, né?” O mandatário também voltou a afirmar que a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19 foi criminalizada no Brasil. Ele defende que é um direito do médico prescrever fármacos desenvolvidos para outras doenças no tratamento da Covid. “Por que criminalizam o off label? Você não pode falar nada”, queixou-se. A conversa de Bolsonaro com apoiadores foi divulgada por um canal no YouTube simpático ao presidente.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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