Ministério deu cinco dias úteis para pasta se manifestar. Força-tarefa ressalta que a prestação de informações pela SES "deve ser urgente"
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| Foto Gustavo Moreno |
A
força-tarefa de enfrentamento à Covid-19 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
(MPDFT) requisitou, no prazo de até cinco dias
úteis, informações à Secretaria de Saúde do DF (SES) sobre a inclusão de pessoas com comorbidades na lista dos grupos prioritários para vacinação.
O MPDFT
quer saber quando a SES pretende incluir esse público nas prioridades aptas a
serem vacinadas contra o novo coronavírus.
Além disso,
o ministério pede que a pasta informe quais doenças serão consideradas
comorbidades para efeito de vacinação e quais os critérios e mecanismos
utilizados pela secretaria para formulação de uma lista.
Tendo em
vista indicativos de que alguns tipos de doenças pré-existentes representam
maior risco de agravamento do estado de saúde de pessoas infectadas pela Covid-19, a força-tarefa também requisita esclarecimentos em relação
à ordem de precedência entre esse público.
A Saúde
terá que informar como pretende realizar o controle e a verificação da
existência de comorbidades para a inserção das pessoas que integram esse grupo
prioritário na respectiva fase da imunização. O Ministério Público quer ainda
informações sobre de que forma essas pessoas poderão inscrever-se para receber
a vacina, se presencialmente ou por agendamento.
A força-tarefa ressalta que
a prestação de informações pela SES “deve ser urgente” e reforça a necessidade
de que a secretaria atue com transparência e informe de forma clara a população
sobre os critérios. A medida encontra respaldo no Plano Nacional de Imunização
(PNI), o qual relaciona quais doenças podem ser consideradas comorbidades para
efeito de prioridade na imunização.
Segundo o Ministério
Público, outros estados, como Ceará e Amazonas, já divulgaram os critérios para
definição das enfermidades que serão consideradas comorbidades, de modo a
assegurar o direito de prioridade na lista de grupos aptos a vacinar no atual
momento da campanha.
Os representantes do MPDFT
salientam que números da Secretaria de Saúde apontam que cerca de 17% das
pessoas contaminadas pela Covid na capital possuem comorbidades. Os mesmos
dados mostram que aproximadamente 85% dos óbitos registrados referem-se a
pessoas acometidas por outras doenças.
O
coordenador da força-tarefa, procurador de Justiça Eduardo Sabo, afirma que “o
Ministério Público vai atuar no sentido de dar transparência, publicidade e
deixar a população mais tranquila. Comorbidade é uma das prioridades mais
importantes”.
Plano do GDF
Conforme consta no Plano Operacional de
Vacinação contra a Covid-19 do GDF, disponível no site da Secretaria
de Saúde, o grupo de pessoas com comorbidades deveria ser incluído na campanha
antes mesmo dos professores e das forças de segurança.
No último dia 23, o GDF anunciou que a vacinação das forças de segurança será em breve. Já no dia 25 deste mês, o governador Ibaneis
Rocha (MDB) disse que os professores serão os próximos a receberem a
imunização contra o coronavírus no DF. Ainda assim, não há previsão da Secretaria de Saúde para
inserir o público com comorbidades.
(Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br



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