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Eduardo Bolsonaro comentou sobre a morte do soldado da PM bahiana

Deputada Bia Kicis, correligionária do filho do presidente, também usou politicamente a morte de soldado com surto psicótico na Bahia

Foto Brasil 247

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comentou a morte de um soldado em surto da PM baiana nesse domingo (28/3). “Estão brincando de democracia, achando que o povo é otário”, escreveu um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro em postagem nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (29/3).

 

O parlamentar tenta politizar a morte do agente e disse, em outra postagem, que há um “caos” na Bahia, governada pelo adversário Rui Costa (PT).

 

O soldado Wesley Soares, da PM de Itacaré, no sul da Bahia, chegou armado de fuzil e com o rosto pintado para um protesto violento num dos principais pontos turísticos da capital baiana na tarde de domingo. Ele foi alvejado depois de horas de negociação, quando atirou com o fuzil contra os colegas. Para a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o militar passava por um surto psicótico.

 

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a correligionária de Eduardo Bolsonaro e deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) defendeu, em mensagem publicada na madrugada desta segunda-feira (29/3) em rede social, um motim de policias militares contra o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

“Soldado da PM da Bahia abatido por seus companheiros. Morreu porque se recusou a prender trabalhadores. Disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia. Esse soldado é um herói. Agora, a PM da Bahia parou. Chega de cumprir ordem ilegal”, escreveu Kicis.

O tuíte, no entanto, foi apagado logo no início desta manhã. A deputada federal afirmou que não existe nenhum motim. “Que ideia”, assinalou. “As redes ficaram emocionadas com a morte do soldado. Mas refletindo melhor prefiro aguardar os rumos da investigação”, prosseguiu.

O vice-líder da Minoria na Câmara, deputado federal Afonso Florence (PT-BA), acusou Kicis de cometer um ato criminoso.

“É lamentável que uma deputada federal tente politizar uma tragédia, mas infelizmente não me surpreende”, disse Florence.

“É mais um ataque oportunista e criminoso orquestrado pelo gabinete do ódio em Brasília. Esse discurso de ódio, baseado em mentiras e interesses políticos, tem sido fortalecido por parlamentares que deveriam respeitar o povo e a Constituição”, completou.

 

 

 

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br


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