Ronaldo Caiado anunciou que revezará o fechamento de atividades econômicas para uniformizar medidas. 235 de 246 cidades estão em calamidade
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| Foto Vinícius Schmidt |
O Governo de Goiás chamou para si a responsabilidade pelo
fechamento das atividades econômicas no estado, em decorrência do avanço da
pandemia de Covid-19, e divulgou novo decreto nesta terça-feira (16/3).
Hoje, de
acordo com o mapa da gravidade da pandemia, atualizado semanalmente no painel eletrônico mantido pela SES-GO, apenas 11 dos 246 municípios goianos não estão em calamidade. Ou seja, as medidas anunciadas nesta terça valem
para, praticamente, todo o estado. Até então,
os municípios vinham decidindo por conta própria, conforme norma técnica
divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Com o agravamento do cenário, de acordo com o governo, mostrou-se
necessária a uniformização das restrições, que passam a valer a partir desta
quarta-feira (17/3). Nas últimas semanas, após o
acirramento das regras locais, algumas cidades começaram a flexibilizar as
ações de combate à doença e cederam à pressão de determinados setores
econômicos, apesar da continuidade do
grave contexto da pandemia.
Durante a apresentação das
medidas, nesta terça, o governador Ronaldo Caiado (DEM) expôs gráficos que
mostram a oscilação do número de casos confirmados de Covid-19 no estado e a
média móvel de mortes ocasionadas pela doença, desde o início da pandemia.
“No
momento mais crítico da primeira onda, no ano passado, atingimos uma média de
421 óbitos por semana. Hoje, já chegou a 437 óbitos por semana, e numa escala
crescente. Ultrapassamos o pior momento da primeira onda e numa tendência de
crescimento”, frisou.
O governador, que é médico,
destacou, ainda, a severidade do quadro clínico dos pacientes que chegam aos
hospitais. Com a transmissão comunitária
das novas variantes do coronavírus, em Goiás, observa-se uma mudança
de contexto, em relação ao ano passado. “A variante britânica,
já está comprovado, tem uma capacidade de produzir carga viral no paciente duas
vezes maior que o primeiro vírus. Por que os jovens estão sendo altamente
penalizados? Porque eles até resistiam a contaminação do primeiro vírus, mas
com o volume de proliferação e a carga viral de agora eles não suportam”,
disse. O
reflexo disso tem se mostrado na alta demanda por leitos de UTI. Mesmo com o
aumento dos leitos, que já chegam a 524 unidades nos hospitais regulados pelo
Estado e exclusivos para casos de Covid-19, a ocupação segue alta. Nesta manhã,
estava acima de 98,2%.
As
novas regras do decreto vêm para tentar conter esse cenário em ascensão. O
texto reedita normas que foram publicadas no ano passado, durante os momentos
mais graves da pandemia.
Algumas
das atividades consideradas essenciais e que ficam fora da regra de revezamento
14 x 14, são: farmácias e unidades de saúde, clínicas veterinárias, postos de
combustíveis, supermercados, bancos, casas lotéricas, delivery, construções de
interesse público e outros. As
medidas se assemelham a decretos que vinham sendo adotados, separadamente, nos
municípios, como Goiânia e região
metropolitana, mas têm o rigor da uniformização.
O
procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Goiás (MPGO), Aylton
Vechi, esteve na apresentação e foi questionado sobre a possibilidade de as
cidades levarem o caso à Justiça. Ele esclareceu que, nesse momento, os
municípios têm competência suplementar e que o diálogo será feito para que a
decisão do estado prevaleça.
“Vamos seguir o que o estado prega e tratar a questão
uniformemente, já que estamos com o estado todo em calamidade. Vamos, primeiro,
fazer o caminho do diálogo para que haja o ajuste. Não acontecendo, vamos tomar
as medidas judiciais cabíveis, a partir do momento que o decreto estadual
passar a vigorar”, explicou.
O
decreto prevê, ainda, que nos casos em que houver aumento de contaminação capaz
de colocar em risco a capacidade de atendimento hospitalar, o estado poderá
intervir e adotar novas restrições.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br |





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