Coletiva no Palácio do Buriti alertou sobre a falta de
consciência da população mais nova por frequentar aglomerações e festas
clandestinas
O secretário de Saúde Osnei Okumoto afirmou, nesta terça-feira (9/3), que há a estimativa de que, pelo menos, 25% dos pacientes atualmente internados na rede hospitalar são jovens. Sem apresentar dados específicos no DF, o titular da pasta informou que “é possível perceber o aumento de casos e internação em todas as idades” e usou como base os relatórios nacionais.
A declaração ocorreu durante coletiva, realizada nesta
terça-feira (9/3), no Palácio do Buriti, com a presença do secretário da Casa
Civil, Gustavo Rocha, e de Segurança Pública, Anderson Torres.
“É importante que possamos mencionar a abertura de leitos
porque temos um número maior de jovens sendo infectados e procurando leitos
para internação. Isso vai girar em torno de 25%, mas é um número maior do que
quando ocorreu a primeira onda. As novas variantes apresentaram uma infecção
maior, maior tempo de internação, mas um índice de letalidade menor”.
E acordo com Okumoto, 7 novos leitos foram abertos no
Hospital da Criança de Brasília (HCB) justamente para atender esse grupo
específico e há a previsão de outras 107 vagas na rede hospitalar local.
“Isso reforça a necessidade do toque de recolher e das
medidas restritivas porque são os jovens que estão saindo para aglomerações,
que saíram para o carnaval e os efeitos estão surtindo agora e ocupando leitos.
Se não tiver mudança na consciência dessas pessoas, os leitos serão abertos e
ocupados”,
Completou o secretário chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.
Okumoto emendou que, atualmente, 38% dos pacientes
internados são de fora do Distrito Federal. “Esse quantitativo vem impactar a
situação dos leitos, tanto de Covid-19 e de não Covid-19. Tenho certeza que o
trabalho do doutor Anderson [Torres, secretário de Segurança Pública] na
fiscalização no toque de recolher diminuirá muito a taxa de ocupação, podendo
beneficiar pacientes que necessitem de atendimento emergencial, sendo ou não
Covid-19”, frisou.
Durante a coletiva, o secretário de Segurança Pública,
Anderson Torres, afirmou que, a princípio, a fiscalização sob responsabilidade
da pasta comandada por ele será de orientar a população sobre a gravidade do
momento atual.
“Estamos aqui para orientar e recomendar sobre as regras
impostas. Há aquelas pessoas que se negam e essas sim serão penalizadas. Mas a
grande maioria da população tem sido parceira e está cumprindo as
determinações”, disse. Metropoles www. jornalaguaslindas.com.br



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