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97% dos leitos de UTI no Estado de Goiás estão ocupados e há risco de colapso na rede pública de saúde pelo contágio do Covid-19

Mesmo com criação de mais vagas destinadas a pacientes contaminados, estado enfrenta pressão da falta de vagas na rede hospitalar

Foto reprodução 

A pressão da pandemia sobre a rede hospitalar tem aumentado com o iminente risco de colapso decorrente do esgotamento de vagas em unidade de terapia intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 em Goiás. Nesta sexta-feira (5/3), a taxa de ocupação desses leitos atingiu 97,2%, uma das maiores já registradas no estado.

 As taxas de ocupação têm se mantido acima de 90% no estado praticamente desde o mês passado, apesar da constante abertura de novos leitos de UTIs.

Os dados são de painel online da Secretaria Estadual da Saúde de Goiás (Sesgo), atualizado e monitorado em tempo real, com auxílio da equipe de regulação de leitos. Em todo o estado, às 9h50 da manhã, havia apenas 12 vagas em UTI para pacientes com Covid das 429 criadas.

 Em todo o estado, segundo boletim integrado divulgado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), existem 31 hospitais com leitos de UTI exclusivos para internação de pacientes com Covid-19, 13 deles em Goiânia.

Em Goiás, segundo o Complexo Regulador Estadual (CRE), a maioria absoluta dos pacientes com Covid estão levando mais de 24 horas para conseguir liberação em vaga de UTI, desde o momento em que os médicos decidem encaminhá-los a leito especializado.

 O dia 28 de fevereiro, por exemplo, registrou um dos piores índices de atendimento a pedidos de municípios por leitos de UTI para Covid-19. No total, houve 67 solicitações, mas apenas 9 delas foram atendidas em até 24 horas, o que representa 13,4% do total, de acordo com dados oficiais.

 Antes disso, o dia que registrou a maior demora por liberação de leitos de UTI para pacientes com a doença foi 20 de agosto, quando a rede precisava encontrar vaga para 113 pacientes, mas conseguiu apenas 36, o que equivale a 31,9% do total.

 De acordo com a Sesgo, a última vez que o estado conseguiu ofertar em 24 horas mais de 50 leitos de UTI foi no dia 12 de janeiro. Depois, ao longo dos 38 dias seguintes, só 6 dias conseguiu superar essa marca, considerando o total de pedidos feitos pelos municípios.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) e o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, têm repetido que o estado não tem mais capacidade para aumentar a quantidade de leitos de UTI para Covid-19. Goiânia e região metropolitana adotou restrições mais severas nesta semana.

 Desde o dia 16 de fevereiro, o estado aumentou em 43% o número desses leitos para atender a pacientes contaminados, saindo de 300 para 429, até o momento.

 Alexandrino lembrou que todos os estados brasileiros enfrentam lotação de UTI para Covid acima de 90%. “Em Goiás, não é diferente. Apesar de termos aumentado a quantidade de leitos, a subida exponencial de casos graves supera o número desses leitos. Não é só com leitos que se enfrenta a pandemia. É preciso conscientização da população”, afirmou.

 Em Goiás, de acordo com monitoramento da Sesgo, já foram registrados 408.707 casos de Covid-19, com 8.777 mortes. Outros 253 óbitos estão em investigação. A taxa de letalidade da doença está em 2,15%.

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br



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