Neto chegou a pedir tanto ao Planalto, quanto ao parlamentar, que não
assumisse a pasta. Depois da tentativa fracassada, ACM se frustrou e agora
parece compor o time de oposição à Bolsonaro
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| Foto reprodução |
O presidente
do DEM, ACM Neto (BA) declarou que o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido)
“ganhou um inimigo” após a nomeação do deputado João Roma (Republicanos-BA)
para o cargo de ministro da Cidadania. Conforme divulgado pela coluna Painel do
jornal Folha de S. Paulo, o presidente teria prometido, ainda, trabalhar para
levar a maioria do partido à oposição do governo.
A
decisão de Bolsonaro desagradou profundamente o ex-prefeito de Salvador que
chegou a declarar em entrevistas que o melhor caminho a ser tomado seria o de
se manter distante do governo federal. Acontece que Neto queria evitar ser
atrelado ao governo — haja vista que o indicado é seu amigo e afilhado político
—, mas agora promete não poupar críticas à gestão Bolsonaro. Neto
chegou a pedir, segundo a coluna, tanto ao Planalto, quanto ao parlamentar, que
não assumisse a pasta. Depois da tentativa fracassada, ACM se frustrou e agora
parece compor o time de oposição à Bolsonaro. O
jornal paulista lembrou também que o pano de fundo dessa história tem origem na
eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. O deputado e ex-presidente
da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou o ex-prefeito que deixou de apoiar
seu candidato, Baleia Rossi (MDB-SP), para apoiar o indicado de Bolsonaro,
Arthur Lira (PP-AL). Pela “traição”, Maia já prometeu que irá mudar de partido. Logo depois da nomeação de Roma, Maia usou as redes sociais onde
disparou contra Neto. As postagens deram a entender que o dirigente do DEM
teria indicado Roma ao cargo e, consequentemente, estreitado ainda mais os
laços do partido com o governo Bolsonaro.
(Moisés Tavares) www.jornalaguaslindas.com.br
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