O crime aconteceu no Edifício Atrium, na Rua 19 Sul, nesta quarta-feira. Vítimas moravam em Goiânia e vieram ao DF porque o acusado surtou
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| Foto Hugo Barreto |
A Polícia
Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um duplo homicídio registrado na manhã desta
quarta-feira (24/2), em Águas Claras. De acordo com informações preliminares, Marcelo
Ribeiro Gonçalves Ferreira, 38 anos, matou a facadas os pais, Leila Ribeiro
Gonçalves Ferreira, 71, e Rubem Luiz Correa Ferreira, 73, e feriu a irmã,
Luciana Ferreira Garcia, 53. O crime aconteceu no Edifício Atrium, na Rua 19
Sul, às 10h35.
Um
sargento da PMDF contou que o criminoso não esboçou reação quando recebeu voz
de prisão. Ele estaria com as mãos sangrando e deitado no sofá. “Ele ficou
estático. Não disse nada, nem esboçou reação”, contou. O caso será investigado pela 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul). “Temos uma equipe no local preservando a cena do crime até a chegada da perícia. Também estamos acompanhando o atendimento do homem no hospital. Ele foi preso em flagrante e ainda será conduzido à delegacia. O corredor do segundo andar do edifício está interditado. Ainda hoje devemos ouvir a testemunha do crime, a irmã. As investigações seguem no sentido de apurar a motivação e a dinâmica dos fatos. Mas não temos dúvidas com relação à autoria”, afirmou o delegado-chefe da 21ª DP, Alexandre Gratão. Embora o suspeito tenha apresentado um comportamento “estranho”, o militar disse que não sabe identificar se ele estava em surto, ou sob efeito de drogas ou alguma medicação. “Chegou a nós a informação de que ele estaria em aparente surto, mas só os especialistas podem confirmar.” Ainda de acordo com o sargento, a cena do local é chocante. “A faca usada no crime ficou cravada no pescoço do pai”, descreveu. Segundo os vizinhos, Marcelo morava sozinho no apartamento. Ele teve um surto ontem em um supermercado. Foi apurou que o acusado precisou de uma massagem cardíaca, feita por uma enfermeira no próprio estabelecimento. A profissional da saúde que o atendeu chegou a conversar por telefone com os pais dele. Eles avisaram que o filho é esquizofrênico e que não podia misturar o medicamento com bebidas. Os pais, que moram em Goiânia, haviam pedido aos porteiros para que fossem avisados caso Marcelo ficasse alterado. Eles vieram para Águas Claras visitar o filho e também tinham a intenção de comprar um imóvel nas redondezas. (Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br |



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