Praticamente tudo
o que é utilizado na sociedade passa por um caminhão
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| Foto Ag Transporta Brasil |
Por Conrado Navarro
Essenciais
para economia, os caminhoneiros movimentam 60% de toda a carga brasileira,
percorrendo os 1,7 milhões de quilômetros de estradas que há em nosso país.
O Dia do Caminhoneiro, comemorado
no Brasil é 20 de maio de todo ano.
Praticamente tudo o que é utilizado na sociedade passa por um caminhão.
O transporte de cargas no Brasil é feito por estradas, mas a profissão ainda
sofre com baixos salários e preconceitos de diversos lados. A rotina de um caminheiro inclui o transporte de cargas variadas,
muitas vezes por meses seguidos. Os ganhos variam de acordo com diversas
questões, como por exemplo, se o motorista é dono do seu caminhão (o motorista
autônomo) ou se trabalha para uma empresa. Em muitos casos, é preciso mais do
que apenas carteira de habilitação para se profissionalizar de verdade na área
– a experiência com diferentes tipos de transporte e carga conta muito. O modal ferroviário é o segundo mais utilizado para transportes de
carga no Brasil. Os números chegam aos 20,7%, enquanto o aquaviário mantém
13,6% e o aéreo apenas 0,4% da movimentação do país, de acordo com os dados da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). Para o comércio, os caminhoneiros representam a maior
responsabilidade de reabastecimento de mercadorias. A ausência desses
profissionais traz reflexos sérios, principalmente nas pequenas e médias
empresas, além de dificultar a prestação de serviços, como abastecimento de
água, combustível e outros. O transporte rodoviário também é um dos mais simples e eficientes.
A logística exigida para sua execução depende, em sua maior parte, da
existência de rodovias. Por outro lado, esse também é um dos problemas atuais
enfrentados por caminhoneiros do país. Mesmo com importância reconhecida por grandes
empresários e comerciantes, há muito o que melhorar para os caminhoneiros. Como
citamos, temos 1,7 milhões de quilômetros de estradas no Brasil, mas
infelizmente apenas 12% delas é pavimentada, como mostram os dados da Pesquisa
CNT de Rodovias 2017. Essa questão também representa hoje o maior risco para os
profissionais da área. A falta de boas condições em nossas rodovias aumenta o
número de acidentes e roubos de cargas. Roubos, aliás, que caracterizam o maior
de todos os problemas e o que gera mais risco para o caminhoneiro. Outra questão que precisa ser levada em conta é o preço do diesel.
Hoje, quase 30% do preço final do combustível no Brasil são impostos, como o
Cide, o ICMS e o PIS/Confins. Podemos ainda destacar os prazos curtos para entrega de
mercadorias. Há uma pressão da empresa que contrata o profissional, fazendo com
que o tempo de descanso, previsto em lei nacional, não seja obedecido. Isso
também compromete o desempenho do caminhoneiro na estrada, colocando sua vida
em risco, assim como aumentando muitas vezes o consumo de drogas ilícitas. De uma forma geral, o caminhoneiro é uma das profissões mais
importantes de nosso país e, infelizmente, uma das menos lembradas e que não
tem as melhores condições de trabalho. (Moisés
Tavares) www.jornalaguaslindas.com.br
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