De acordo com manifestantes, dinheiro repassado pelo governo federal neste ano ao estado de Goiás para financiamentos habitacionais reduziu mais da metade se comparado à verba utilizada em 2018
Centenas de pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios, na manhã desta quarta-feira (29/5), para protestar contra cortes do governo federal nos recursos destinados aos municípios de Goiás para financiamentos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Moradores de Goiânia e de cidades do Entorno do DF, como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso, Luziânia, Ocidental, entre outras, alegam que o orçamento disponível para este ano reduziu mais da metade em comparação à verba utilizada em 2018.
Segundo os manifestantes, no ano passado, o estado goiano recebeu R$ 1,8 bilhão do Ministério do Desenvolvimento Regional. Para 2019, o governo teria repassado apenas R$ 630 milhões. "O estado de Goiás é o único do país sem recursos para o Minha Casa, Minha Vida. O reflexo disso é que as obras estão paradas. O impacto é enorme, desde o empresário que investe para fazer uma construção, ao dono da madeireira que vende os produtos para que sejam feitas as casas", alegou o dono de uma empresa imobiliária de Águas Lindas de Goiás, Daniel Divino.
Políticos também participaram da manifestação. Secretário de Habitação de Águas Lindas de Goiás, Geovane Machado disse que não é justo o montante atual repassado ao estado goiano para os financiamentos do programa habitacional. "Queremos garantir o direito dos nossos habitantes, seja para quem busca uma moradia, seja para quem está atrás de emprego. Estão colocando esses municípios em risco", declarou.
Os manifestantes seguiram em caminhada até o Ministério do Desenvolvimento Regional e ocuparam duas faixas da direita da Via S1 da Esplanada dos Ministérios. No prédio da pasta, eles cobrarão uma resposta sobre os recursos destinados ao estado para o programa habitacional.
Governo faz remanejamento
Antes mesmo das manifestações desta manhã, o governo federal publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira uma instrução normativa que altera a alocação dos recursos do Orçamento Financeiro e Operacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes à área de Habitação Popular e demais operações habitacionais, para o exercício de 2019.
De acordo com o texto, o Ministério do Desenvolvimento Regional, a partir de agora, vai ter um aporte de R$ 2,3 bilhões para financiamentos, em áreas urbanas ou rurais, destinados à construção ou aquisição de unidades habitacionais novas, incluindo aquelas resultantes de intervenções para reabilitação urbana. Além disso, a pasta vai dispor de R$ 400 milhões para financiamentos exclusivamente em áreas urbanas, destinados à aquisição de unidades habitacionais usadas ou produção de lotes urbanizados.
Com isso, para o estado de Goiás, por exemplo, serão repassados R$ 3,8 bilhões, que poderão ser utilizados para pró-moradia, carta de crédito individual, carta de crédito associativo e apoio à produção de habitações.
Fonte: CB
Centenas de pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios, na manhã desta quarta-feira (29/5), para protestar contra cortes do governo federal nos recursos destinados aos municípios de Goiás para financiamentos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Moradores de Goiânia e de cidades do Entorno do DF, como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso, Luziânia, Ocidental, entre outras, alegam que o orçamento disponível para este ano reduziu mais da metade em comparação à verba utilizada em 2018.
Segundo os manifestantes, no ano passado, o estado goiano recebeu R$ 1,8 bilhão do Ministério do Desenvolvimento Regional. Para 2019, o governo teria repassado apenas R$ 630 milhões. "O estado de Goiás é o único do país sem recursos para o Minha Casa, Minha Vida. O reflexo disso é que as obras estão paradas. O impacto é enorme, desde o empresário que investe para fazer uma construção, ao dono da madeireira que vende os produtos para que sejam feitas as casas", alegou o dono de uma empresa imobiliária de Águas Lindas de Goiás, Daniel Divino.
Políticos também participaram da manifestação. Secretário de Habitação de Águas Lindas de Goiás, Geovane Machado disse que não é justo o montante atual repassado ao estado goiano para os financiamentos do programa habitacional. "Queremos garantir o direito dos nossos habitantes, seja para quem busca uma moradia, seja para quem está atrás de emprego. Estão colocando esses municípios em risco", declarou.
Os manifestantes seguiram em caminhada até o Ministério do Desenvolvimento Regional e ocuparam duas faixas da direita da Via S1 da Esplanada dos Ministérios. No prédio da pasta, eles cobrarão uma resposta sobre os recursos destinados ao estado para o programa habitacional.
Governo faz remanejamento
Antes mesmo das manifestações desta manhã, o governo federal publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira uma instrução normativa que altera a alocação dos recursos do Orçamento Financeiro e Operacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes à área de Habitação Popular e demais operações habitacionais, para o exercício de 2019.
De acordo com o texto, o Ministério do Desenvolvimento Regional, a partir de agora, vai ter um aporte de R$ 2,3 bilhões para financiamentos, em áreas urbanas ou rurais, destinados à construção ou aquisição de unidades habitacionais novas, incluindo aquelas resultantes de intervenções para reabilitação urbana. Além disso, a pasta vai dispor de R$ 400 milhões para financiamentos exclusivamente em áreas urbanas, destinados à aquisição de unidades habitacionais usadas ou produção de lotes urbanizados.
Com isso, para o estado de Goiás, por exemplo, serão repassados R$ 3,8 bilhões, que poderão ser utilizados para pró-moradia, carta de crédito individual, carta de crédito associativo e apoio à produção de habitações.
Fonte: CB



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