Denis Furtado cobrava caro, mas não emitia notas fiscais. Ele adquiria veículos de luxo, possivelmente para ocultar os rendimentos
médico Denis Cesar Barros Furtado, 45 anos, é alvo de ao menos 15 ocorrências policiais registradas no Distrito Federal entre 2011 e 2018. A maioria das denúncias refere-se a falsidade ideológica, crimes contra o consumidor e exercício ilegal da profissão.Os registros foram feitos nas delegacias do Lago Sul, Asa Norte e na Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraude (Corf). “Doutor bumbum”, como é conhecido, também está sendo investigado pela Polícia Civil do DF por cometer crimes contra a ordem tributária.
De acordo com um dos inquéritos instaurados na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), Denis Furtado cobrava caro pelas consultas e procedimentos, mas não emitia notas fiscais. Ele também adquiria veículos de luxo, possivelmente para ocultar os rendimentos.
Em novembro do ano passado, ele foi alvo de uma operação da delegacia e acabou preso por posse e porte de três armas de fogo. Duas foram apreendidas na casa onde ele morava, e uma ele carregava para uma clinica clandestina localizada na QI 17 do Lago Sul.
Os investigadores comprovaram que o médico alugou a residência para atender e operar as clientes. O local não tinha alvará, licença da Vigilância Sanitária e autorização junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). A mãe dele, Maria de Fátima Barros, médica que tem o registro cassado no DF, também atendia na casa. Furtado também é alvo de outras apurações por parte do CRM.
Foragido
O médico teve prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro nessa segunda-feira (16/7) após a morte de uma paciente. Ele é registrado nos conselhos regionais de Medicina do DF e de Goiás. “Doutor Bumbum” saiu de consultório que mantinha na QI 11 do Lago Sul, área nobre de Brasília, em dezembro de 2017 e deixou, segundo o proprietário da sala, uma dívida de R$ 40 mil.
Segundo depoimento de familiares da vítima, a cirurgia de aplicação de silicone nas nádegas seria realizada em Brasília, mas foi transferida para o Rio de Janeiro de última hora. A bancária Lilian Calixto viajou de Cuiabá (MT) ao Rio de Janeiro para submeter-se a procedimento estético feito pelo especialista.
A mulher de 46 anos faleceu no domingo (15), após ser atendida pelo médico em cobertura localizada na Barra da Tijuca (RJ). De acordo com parentes, a vítima fez a viagem com o objetivo de aplicar silicone nas nádegas.
Lilian Calixto teve complicações e foi encaminhada pelo próprio especialista para um hospital particular próximo. Chegou ainda lúcida, mas com taquicardia, sudorese intensa e hipotensão. Em seguida, o quadro da paciente se agravou e ela sofreu quatro paradas cardíacas. Após uma hora, morreu.
Fonte: Metrópoles/Jornal Águas Lindas




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