Suspeita é de que a médica Juliana Pina de Araújo, 34 anos, tenha colocado veneno ou remédio na mamadeira da criança
Em audiência de custódia nesta quinta-feira (28/6), a juíza Lorena Alves Campos decidiu converter em preventiva a prisão em flagrante de Juliana de Pina Araújo, 34. A médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é acusada de matar o próprio filho, de 3 anos, e tentar tirar a própria vida. Ela está internada no Instituto Hospital de Base (IHB).
A principal linha de investigação da polícia é de que o menino tenha morrido de overdose. “As circunstâncias, sobretudo o fato de ter matado seu próprio filho de 3 anos, bem como o modo como realizou a conduta (supostamente colocando remédio/veneno na mamadeira da criança), demonstra a necessidade da prisão. Tais circunstâncias confirmadas pelas testemunhas extrapolam enormemente a gravidade ínsita ao tipo de homicídio”, disse a magistrada, em sua decisão.
A tragédia ocorreu por volta das 17h40 dessa quarta-feira (27/6), na 210 Sul, no quarto andar do Bloco J. A criança chegou a ser levada ao Hospital Materno Infantil (Hmib), mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais.
Segundo informações preliminares, Juliana foi encontrada com ferimentos nos pulsos e no pescoço. Ao lado do filho da servidora, havia uma mamadeira e remédios de uso controlado.
Os dois foram levados ao hospital por um morador e pelo porteiro, no carro da própria médica. “A criança estava desacordada e a mulher toda ensanguentada. Não falava nada e tinha uma aparência abalada. A mãe dela [avó do menino] gritava por socorro”, explicou Gilberto Santos, o vizinho que prestou ajuda.
Eles foram primeiro ao Hmib, para tentar salvar o garoto. Gilberto carregava o menino nos braços. Ele, a avó e a médica estavam no banco de trás enquanto o porteiro dirigia.
Fonte: Metrópoles/Jornal Águas Lindas



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