Principal jornal
dos Estados Unidos, o jornal The New York Times publicou nesta quarta-feira
(24/1) artigo opinativo no qual critica os cenários político,
Judiciário e legislativo do Brasil. No texto, o diário diz também que “será
calamidade” para todo o mundo se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva for impedido de concorrer ao
Palácio do Planalto nas eleições deste ano.
A publicação
direciona críticas também à democracia brasileira, que “vive seu momento mais
fraco após a ditadura militar”, segundo o artigo, e ao juiz federal Sérgio
Moro. O magistrado é responsável por ter condenado o ex-chefe do Executivo
nacional em primeira instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no
caso do triplex do Guarujá (SP). O texto diz que Moro atua “com partidarismo”.
“O mais
importante, talvez, é que o Brasil se reconstituirá como uma forma de
democracia eleitoral muito mais limitada, em que um Judiciário politizado pode
excluir um líder político popular de se candidatar a cargos. Isso seria uma
calamidade para os brasileiros, para a região e para o mundo”, diz o texto,
assinado por Mark Weisbrot e intitulado “A democracia do Brasil empurrada para
o abismo”.
O jornal
também relembra o impeachment sofrido pela presidente cassada Dilma Rousseff,
em 2016.
“O estado
de direito no Brasil já havia sido atingido por um golpe devastador em 2016,
quando a deputada do Sr. Silva, Sra. Rousseff, eleita em 2010 e reeleita em
2014, foi acusada e demitida do cargo”, acrescenta.
O artigo
chegou a ser o quinto assunto mais comentado no Twitter em todo o mundo.
Principalmente, porque foi compartilhado por importantes nomes do Partido dos
Trabalhadores (PT). Entre eles, a presidente da sigla, senadora Gleisi Hoffmann
(PR), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o próprio Lula.
Nesta
quarta, três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região (TRF-4) julgam, em Porto Alegre (RS), recurso do petista já condenado pelos crimes de corrupção
passiva e lavagem de dinheiro. Em 2017, Moro sentenciou Lula a 9 anos e 6 meses
de reclusão no caso. Segundo a acusação, o ex-presidente beneficiou a
construtora OAS em contratos com a Petrobras em troca de propina.
(Metrópoles/Foto: Michael Melo/redação JAL)



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