Um dos nomes confirmados para a disputa ao Governo do Distrito Federal
(GDF) em 2018 é o de Rodrigo Rollemberg (PSB). Na primeira entrevista exclusiva
concedida pelo governador em seu último ano de mandato, ele cravou:
será candidato à reeleição.
Daqui
para a frente, vamos viver anos de prosperidade, melhores para os servidores,
para a população e com maior capacidade de investimento. Nesse sentido, me
sinto quase que na obrigação de disputar a reeleição."
Rodrigo Rollemberg
Até hoje, o socialista dava sinais de seus
planos em continuar no comando do Palácio do Buriti, mas, pela primeira vez,
falou com convicção de que se sente pronto para dirigir a capital do país por
mais quatro anos.
Embora exiba os índices de aprovação mais baixos
desde o início de sua administração,
Rollemberg se considera competitivo. Ele atribuiu as críticas à sua gestão à
crise no país e à forma austera como conduziu o Distrito Federal nos últimos
três anos.
O governador justificou seu isolamento político com o estilo que
escolheu gerir o GDF. Segundo disse, muitos aliados de campanha que chegaram a
integrar o primeiro escalão do governo não se sentiram confortáveis para
abraçar seu projeto – muito mais associado a cortes e contenções do que
a entregas de obras públicas.
Depois de três anos
de governo e com resultados vergonhosos na administração da saúde pública da
capital federal, o chefe do Executivo confia que ainda terá tempo para
melhorar o atendimento aos pacientes. Ele citou a contratação de mais médicos,
a implantação do Instituto Hospital de Base e a ampliação do Hospital da
Criança como um tripé capaz de sustentar um avanço significativo no setor.
Rollemberg garantiu: os números oficiais sobre violência estão em queda
para crimes como homicídios e aqueles cometidos contra o patrimônio. Ele não
deu, no entanto, uma explicação convincente sobre a sensação de insegurança que tem apavorado os brasilienses. De
acordo com o governador, o sentimento se deve à velocidade com que as
informações chegam e circulam entre os cidadãos.
Apesar
do embate travado com os policiais civis, os quais exigem do governador o
cumprimento de uma promessa de campanha, Rollemberg admitiu que falhou com a
categoria: “Estou em falta com os policiais”.
Mas não apresentou perspectiva de
conceder um reajuste aos servidores, o que estaria vinculado à paridade com os
salários da Polícia Federal. Ele jogou a solução do impasse nas mãos
da União, que é responsável por pagar a folha da área de segurança.
Rollemberg sustentou que, ao fim do mandato,
deixará Brasília com as contas equilibradas, sem dívidas, com salários em dia,
em uma situação bem mais confortável que a de estados como Minas Gerais, Rio de
Janeiro e Rio Grande do Sul. Também citou como pontos altos de sua gestão
a desativação do Lixão da Estrutural, a implantação do bilhete único e a
ampliação das equipes do Programa Saúde da Família.
O líder do Executivo, no entanto, não terá tempo
suficiente para cumprir vários de seus compromissos, como viabilizar as
parcerias público-privadas, as quais seriam, segundo acredita, solução
para boa parte dos problemas financeiros do Distrito Federal. Também não garantiu que novas
estações do Metrô sejam inauguradas até o final de seu mandato.
Sobre o deficit de vagas em creches para
crianças de até 3 anos, ele disse que só os países mais desenvolvidos
conseguiram atingir a meta de universalizar esse acesso, mas comemorou o feito
de garantir a admissão para todas as crianças entre 4 e 5 anos.
Em relação à queda de braço travada com o
funcionalismo, não demonstrou sinal de que os servidores públicos vão ver a cor
do dinheiro referente à terceira parcela do reajuste dado
por Agnelo Queiroz (PT). Independentemente do desgaste com as categorias, o
governador mantém firme o discurso de que os aumentos nas proporções aprovadas
quebrariam a cidade.
Apesar de todas as promessas não executadas,
Rollemberg orgulha-se de não ter nenhuma grande mácula em sua administração da
capital onde quatro ex-governadores já foram parar atrás das grades por
escândalos de corrupção. E é com a bandeira da honestidade que ele pretende
neutralizar a marca de inoperância e ganhar mais quatro anos à frente do
comando do Distrito Federal.
(Metrópoles/Foto:
Michael Melo/redação JAL)



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