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Secretaria de Agricultura do DF apreende quase duas toneladas de carne sem refrigeração


Quase duas toneladas de carne sem nota fiscal foram apreendidas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Os fiscais da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (DIPOVA) encaminharam a carga que foi encontrada em uma van sem refrigeração para análise. Este ano a secretaria já apreendeu mais de 20 toneladas de produtos em desacordo com a legislação sanitária. No ano de 2016 foram mais de 43 toneladas, destas 32 toneladas eram produtos clandestinos.

“É um trabalho importante do Governo de Brasília para garantir a segurança alimentar da população. Quando sabemos a origem do produto, fazemos a análise em laboratório para verificar se está próprio para consumo”, explica. A parte da carne apreendida que estiver em boas condições pode ser doada para o zoológico. O restante será incinerado.

Fábio Azevedo, chefe da Fiscalização de Trânsito da diretoria alerta para que a população não compre produtos sem origem comprovada. “Produtos sem origem podem causar doenças e em geral estão associados a outros crimes, como abate ilegal de animais, roubo de carga e até abate de animais não convencionais para alimentação humana”. Azevedo ainda avisa que as ações de fiscalização são realizadas de forma rotineira e serão intensificadas nos próximos meses.

Risco à saúde
Um dos problemas mais comuns ao se consumir carne sem os devidos cuidados é a toxinfecção alimentar, infecção adquirida por meio do consumo de alimentos contaminados por bactérias ou toxinas. A teníase é outro risco resultante das más condições sanitárias.
A doença, causada por parasitas, geralmente é transmitida pelo consumo de carne contaminada com cisticercos (larvas do verme). Quando malcozida ou assada, pode causar sérios riscos ao organismo, entre eles problemas nervosos e cegueira.
Os produtos obtidos a partir do abate clandestino também podem ser vetores de doenças transmitidas pelos animais, como a tuberculose e brucelose. Os abates clandestinos são efetuados em locais impróprios, sem estrutura adequada e sem higiene. Há risco de contaminação ambiental, propagação de vetores transmissores de doenças e prejuízo à saúde publica.
Alguns problemas que a carne contaminada pode causar:
·         Salmonela – Trata-se de um reino de bactérias que causa infecção. Os sintomas podem variar de dor de cabeça à forte diarreia. A desidratação pode levar à morte.
·         Escherichia Coli – É uma bactéria presente no intestino dos humanos e de alguns animais. Existem vários tipos desta bactéria. Podem aparecer sintomas como dor de estômago, vômito e até diarreia com presença de sangue.
·         Teníase – É uma doença causada por parasitas que habitam o estômago de animais. Quando a carne está contaminada e é consumida mal passada ou crua, o parasita pode ser repassado para o ser humano. Ele pode, inclusive, passar do intestino para a corrente sanguínea e se alojar no cérebro, olhos, pele ou músculos – até mesmo no coração – podendo conferir ao portador quadro de cegueira definitiva, convulsão e óbito.

 Assessoria de Comunicação da Seagri
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 (Foto: Seagri/redação JAL)

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