Mesmo após diversas reuniões de conciliação
entre representantes dos rodoviários e das empresas de transporte no DF, a
população volta a sofrer com o receio de novas paralisações. Nem mesmo uma
greve geral está descartada. Ontem pela manhã, ocorreu a última tentativa de
consenso entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(TRT-10), que agora terão de se entender sozinhas.
O medo de grande parte dos mais de um milhão de
usuários do sistema público do DF é ocorrer o mesmo que houve em 28 de agosto:
uma paralisação surpresa que deu dor de cabeça em muita gente. Segundo o
diretor do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, o cenário atual não é nada
bom: “A maior probabilidade, eu diria 90%, é de que haja paralisação nesta
semana. É muito maior a possibilidade de ocorrer uma greve do que não ocorrer”.
Ele complementa que pode haver greve geral já na
próxima segunda- feira. Tudo vai depender da decisão da diretoria do sindicato,
que deve ser divulgada até o fim desta manhã.
A última
proposta analisada foi a da desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, na
reunião da sexta passada. A magistrada sugeriu que fosse concedido reajuste
salarial de 4,75%, 5% no tíquete, 5,5% na cesta básica e 13,5% nos planos de
saúde e odontológico.
Para os rodoviários,
não foi o bastante. Eles desejam reajuste de 6% no salário, 7% no tíquete, 7%
na cesta e 15% nos planos. João Osório comenta que as operadoras de assistência
à saúde pediram aumento de 30%, mas eles conseguiram negociar para que os mais
de 14 mil trabalhadores arquem com apenas 15% de aumento.
Já os
representantes das empresas garantem que tentam fazer o melhor em um momento
econômico delicado. O presidente da Associação das Empresas de Transporte
público e Coletivo do DF (Transit), Barbosa Neto, assegura que as negociações
continuam, mas não é possível pagar muito acima do já proposto – 4,3% no
salário e 4,5% no tíquete e cesta básica. Os valores para os planos de saúde e
odontológicos devem ser discutidos separadamente.
Em relação a
greves, Neto diz que as companhias estão “determinadas a oferecer permanente
serviço”. “No que depender das empresas, os ônibus sempre serão colocados para
circular”, conclui. Em nota, a Secretaria de Mobilidade assegura que acompanha
as negociações. Para a pasta, a categoria quer ganhos reais que não refletem a
realidade econômica do País.
(J.Br/Foto:
Myke Sena/redação JAL)



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.